A.M. Meyrelles do Souto – HOMENAGEM

 

A.M. Meyrelles do Souto – HOMENAGEM (+09jun2018)

Médico Cirurgião Ortopedista

Colega do Instituo de Estudos Académicos Adriano Moreira (IEAAM) da Academia das Ciências de Lisboa e Fundador da Plataforma Internacional da Sociedade Civil da Diáspora Lusófona – PISCDIL.

Uma viva homenagem, sempre viva na memória dos colegas, no presente e no futuro do IEAAM, uma figura inesquecível.

Meyrelles do Souto faz parte do pequeno grupo persistente de alunos do IEAAM, inicialmente IEAS-Adriano Moreira, desde a sua fundação em 18 de outubro de 2010. Às segundas, terças e quartas-feiras, apesar da sua saúde e de qualquer estado de tempo, a sua presença nas Conferências era constante, participativa e desafiadora de discussões, de forma apaixonada e às vezes frontal. E não só nas conferências como nas Visitas de Estudo e nos eventos organizados pelo Instituto, como ficou registado neste momento musical e noutros do arquivo fotográficos do Instituto. Merecedor, portanto, dos Diplomas de Ouro que lhe foram atribuídos.

   

Foi o segundo conferencista de entre os colegas, convidado pela Diretora do Instituto, Prof. Doutora Maria Salomé Pais, a apresentar o tema “Os Judeus em Portugal”, em 24 e abril de 2013, questão esta integrada numa das diferentes Temáticas do ano: “Portugal: Da Fundação à Actualidade” . Autor de Escola de Medicina de Salermo, Ed. Livraria Almedina, 2014. E de outros que desconheço.

Foi desde 2010 que Meyrelles do Souto se manifestou interessado com o atual Projeto Formação em Liderança Nacional e Cidadania. Era um sonho, uma necessidade e uma urgência inicialmente apenas timorense, expresso através de encontro de Maubisse entre a Igreja em Timor, o Estado e da Sociedade Civil timorense. MS perguntava frequentemente sobre a situação no País e ia-me fornecendo documentos relacionados com a evolução da História, às vezes crítica, do benjamim da CPLP/CPLL, a primeira Nação independente do século XXI. Nos apertos de mão, sentia eu o calor dos nobres sentimentos do homem que era, sentimentos de carinho para como povo timorense e para com os povos lusófonos.

Mas, a partir de 2013, de projecto timorense passou a ser um Projeto Lusófono, envolvendo sucessivamente todas as Comunidades/Estados e as diásporas lusófonas disseminadas por todo os cantos do mundo, estas entretanto representadas por Goa/Damão/Diu, Macau e Galiza (Associação Pró-Academia Galega da Língua Portuguesa).

E associou-se como Membro Fundador da PISCDIL (Plataforma Internacional da Sociedade Civil da Diáspora Lusófona), em 10 de novembro de 2015, como o atesta o Livro dos Fundadores. Manifestava interesse em saber sobre a questão do apoio e financiamento por parte da UNESCO para o arranque do Projeto.

Apenas uma palavra sobre o IEAAM, transcrita da nota inicial da sua Apresentação pela Prof. Doutora Maria Salomé Pais, Secretária Geral da Academia das Ciências de Lisboa e Cofundadora e Diretora da mesma iniciativa (ver: Google):

“Academia das Ciências de Lisboa, através do IEAS, assume, tal como outras congéneres a nível mundial, um dever cívico ao intervir nesta área tão desafiante da evolução do saber e das exigências de articulação geracional, o que implica uma definição de trabalho, sujeito a experiência, que esteja de acordo com a sua especificidade institucional.”

Há duas “coisas” que a nossa visão herdada dos nossos antepassados, analfabetos e simples, nos permitem entender esta “articulação geracional”; e que é por el que entendemos tanto as intervenções do colega MS como de todos os outros, ao longo destes oito anos; e que, particularmente, motivam e justificam o facto de termos sido alunos do IEAS>IEAAM, desde 2010:

  1. A articulação representa a objectividade da relação emergente das três gerações: a velha, a nova e a vindoura.
  2. Tal relação é de natureza ou de função caminhante: o caminhar da geração sénior conduz à articulação com a geração júnior; e esta emergente articulação conduz à geração vindoura, resultando desta triangularidade relacional, a afirmação e a sustentabilidade nacional; sustentabilidade que condição incondicional da objetividade de relação entre as Nações e os Estados.

E é esta “articulação geracional” que representa o cenário de fundo do SONHO da PISCDIL (Plataforma Internacional da Sociedade Civil da Diáspora Lusófona) da qual, repetindo, MS é um dos Fundadores – o SONHO de que:

“A Nação (lusófona e de todo o mundo) é melhor liderada por profissionais, vocacionados e com formação própria, que por amadores, movidos pela vontade do poder ou pelo instinto do poder.

Profissionais: COMPROMETIDOS com os valores universais, protagonizados pela ONU  e pelas Espiritualidades Mundiais; COMPROMTIDOS com os valores regionais, vg, consagrados pela Constituição da CPLP; COMPROMETIDOS com os valores locais, próprios e inalienáveis de cada uma das comunidades.

Profissionais COMPROMETIDOS com os cidadãos, seus eleitores e avaliadores.

Profissionais COMPROMETIDOS com a construção da PAZ, enquanto base incondicional do bem-estar social individual, social e mundial”.

Para acompanhar, ou melhor, para serem parceiros em primeira pessoa, tal como foi MS, e também coletiva/associativa, queira publicar o seu contributo através de nosso Síto/site:

http://plataformadadiasporalusofona.org.

 

(tentarei explicar, a seguir, as duas “coisas”).

 

 

 

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