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As nossas felicitações e agradecimentos aos Autores do Tema Simplicity Lite pela sua extraordinária estrutura personalizável

  • Procuramos: LIDERANÇA DA NAÇÃO

    Procuramos: LIDERANÇA DA NAÇÃO

    A Nação (Lusófona ou do Mundo) é melhor liderada por profissionais e não por amadores.
  • Tal como Diógenes de Sinope: Procuramos LIDERANÇA DA NAÇÃO. Fonte: Google

    Tal como Diógenes de Sinope: Procuramos LIDERANÇA DA NAÇÃO. Fonte: Google

    LIDERANÇA DA NAÇÃO é inseparável de CIDADANIA
  • Uma figura emblemática para o contexto. E para todos os povos e tempos. Fonte Google

    Uma figura emblemática para o contexto. E para todos os povos e tempos. Fonte Google

    "Quanto mais formos capazes de olhar para o passado mais seremos capazes de olhar para o futuro" (Churchil): Futuro de 60, 30, 15, 4/5 anos e geração seguinte e sucessivamente (Albertoaraújo/PISCDIL

PROCURO PARA AGRADECER

PROCURO PARA AGRADECER

Os Alunos do 6º Ano, Escola D. Pedro IV, Turma F, 1999, Queluz

Procuro, para agradecer, os alunos do 6º Ano, Turma F, de setembro de 1999, da Escola D. Pedro IV, Queluz. Escreveram o seguinte texto, que tenho guardado e guardarei sempre com carinho para com estes companheiros de luta – pré-adolescentes de cerca de 11 anos; hoje terão por volta dos 31 anos. Os cordiais votos dos melhores e maiores sucessos pessoais e profissionais.

Obrigado por terem estado connosco, num momento tão crítico para a  nossa História e também para a História de Portugal. E, juntos, vecémos! Dizíeis: “Timor há-de ser o país do Sol Nascente”. E, na verdade, somos o primeiro país independente do Século XXI. Temos apenas 17 anos de independência nacional  – autênticos bebés na História das Nações e na história da humanidade: somos o Benjamim da Família Lusófona.

Xanana Gusmão disse no Fórum de Lisboa (não me lembro da data, mas os presentes se lembrarão): “A luta foi difícil, mas, mais difícil ainda será a construção da Nação”. E estamos a sentir na carne e no espírito quão difícil é, efectivamente, “a construção da Nação”!

Gostaria/íamos de vos conhecer, repetindo, para agradecer a cada um, pessoalmente, e a todos. E quero agradecer-vos pessoalmente, na qualidade de Membro da Comissão Política do CNRT (Conselho Nacional da Resistência Timorense) e responsável pela Pasta da Educação, até a reentrada em Timor do Presidente Xanana Gusmão, ao lado de um CNRT redefinido e adaptado ao contexto. E, ao agradecer-vos, queremos tornar a testemunhar o nosso profundo reconhecimento para todas as criança, adolescentes, jovens, estudantes, profissionais, políticos, enfim, para todo o povo irmão português, por terem estado sempre connosco, então, hoje e no futuro.

Aqui tendes os nossos contactos: timordiaspora@gmail.com ; diasporalusofona.nov2015@gmail.com ; https://timor-diaspora.org/ ; http://plataformadadiasporalusofona.org

 

Lisboa, 13jan2019

Em Ritual de Umalisan, na Casa Sagrada Laklomantelo, Timor L/L,  ago-set2014

O Texto:

 

 

Início Formação Não-Curricular em Liderança da Nação e Cidadania

Início de Debates à Distância – Formação Não- Curricular em Liderança da Nação e Cidadania

 

Formação Não-Curricular em Liderança da Nação e Cidadania – Programa

 

FORMAÇÃO EM LIDERANÇA DA NAÇÃO E CIDADANIA

PROGRAMA  – FORMAÇÃO NÃO-CURRICULAR, Formação Contínua

 

SÍNTESE

 

1. O quê é? “Formação em Liderança Nacional e Cidadania” é um processo de formação virtual (e-learning) e representa um SONHO/necessidade/urgência, que, em 2010, começou por ser timorense, mas, a partir de 2013, passou a ser assumido autonomamente pela sociedade civil da diáspora lusófona das nove Comunidades/Estados e de Goa/Damão/Diu, Macau e Galiza – PISCDIL.

 

A PISCDIL (Plataforma Internacional da Sociedade Civil da Diáspora Lusófona), desde a sua génese, está profundamente convicta de que:

 

“- A Nação é melhor liderada por profissionais, vocacionados e com formação própria, que por amadores, movidos pela vontade do poder ou pelo instinto do poder.

– Profissionais comprometidos com os Princípios e Valores Universais, protagonizados pela ONU e pelas espiritualidades mundiais; com os Princípios e Valores Regionais, assumidos pelas comunidades lusófonas e inscritos, vg., na Constituição da CPLP; e com os Princípios e Valores Locais, próprios e inalienáveis de cada uma das comunidades.

– Liderança comprometida com uma sociedade civil, consciente e responsável pelos seus deveres e direitos constitucionais.”

 

2. Quem? – Autores e Atores – Os fundadores e dinamizadores são pessoas, a título individual, da sociedade civil das comunidades lusófonas acima referidas, pessoas convictas do mesmo SONHO.

São fundadores, ao lado das entidades públicas e privadas, os que assumirem pessoalmente o mesmo Sonho e o compromisso para a sua concretização.

3. Porquê? Porque a experiência da alta competitividade e da concorrência globalizante em curso assim o exigem, e cada vez mais. Exigem a profissionalização na formação curricular, a profissionalização em exercício, a formação contínua. Exigem a excelência na liderança nacional, que não é a mesma coisa que a liderança partidária, empresarial ou de qualquer grupo humano. Porque o profissional é simplesmente melhor que o amador, na sua área de formação.
4. Para quê – Finalidades – Para assegurar a viabilidade, estabilidade, capacidade e qualidade da autonomia/independência nacional, colocando-a em pé de igualde com aquelas mais bem-sucedidas e exemplares.

– Estas quatro metas serão melhor asseguradas pelo Projeto de Formação em Liderança Nacional e Cidadania, que tem como objetivo fundamental ou fundante a Construção da Paz.

– Em ordem a isto, consolidar a Lusofonia enquanto uma realidade mundial e tornar a Lusofonia uma Potência Mundial.

5. Para quem? – Destinatários – Para a sociedade civil, para cada pessoa, da diáspora e do interior do respetivo país.

– Dos formados na diáspora, alguns irão definitivamente para o interior, enquanto outros ficarão definitivamente no exterior.

– Dos formados no interior, a maior parte ficará no país, enquanto outros virão definitivamente para a diáspora.

– De ambas as estratégias, alguns irão-para-dentro e ouros virão-para-fora, consoante projetos específicos e conjunturais.

6. Onde? – Na diáspora e no interior de cada comunidade lusófona.

– No centro coordenador e na respetiva REDE de Instituições Formadoras da diáspora e do interior.

7. Como? – O processo de Formação de Liderança e Cidadania engloba duas modalidades: Formação Curricular e Formação-Não Curricular.

– A Formação Curricular é da competência das Instituições Formadoras competentes e interessadas, tanto da diáspora como do interior; em Portugal, em virtude da génese histórica do próprio projeto, é coordenada pela Academia das Ciências de Lisboa (ACL).

– Cada uma das Instituições Formadoras das comunidades lusófonas assinará um Protocolo de Cooperação com a ACL, mantendo a sua própria autonomia na parceria.

– A Formação Não-Curricular é coordenada pela PISCDIL, criando parcerias com todas as entidades interessadas na transição da liderança amadora para liderança profissional.

– A Formação Não-Curricular é complementar ou parceira da Formação Curricular, dentro da seguinte ótica: A primeira é do campo afetivo, de sensibilidade e de sabedoria, de natureza de formação contínua; a segunda é do campo cognitivo, científico e tecnológico. Representam dois pilares fundamentais do desenvolvimento sustentável da nação ou do país.

– Adota a estratégia de trabalho em REDE, estratégia implícita no seu próprio Logotipo.

8. Quando – No âmbito da Formação Curricular, já começou, com as pré-inscrições de formandos, sendo, em novembro de 2016, mais de 200 inscritos em Timor Leste/Lorosa’e e por volta de 100 de Guiné Bissau. Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste/Lorosa’e e Cabo Verde já assinaram o Protocolo de Cooperação com a ACL.  O início do processo está condicionado pela busca e pelo compromisso de financiadores do projeto.

– No quadro da Formação Não-Curricular, a PISCDIL está a envidar todos os esforços para o seu lançamento ainda em 2016 ou nos inícios de 2017.

 

(Segue: Apresentação do Programa de Formação Não-Curricular em Liderança Nacional e Cidadania, registado na Inspeção Geral de Atividades Culturais – IGAC – SIIGAC/2017/3767, 19-05-2017 )

PROGRAMA DE FORMAÇÃO NÃO-CURRICULAR EM LIDERANÇA NACIONAL E CIDADANIA

 

INTORDUÇÃO

 

  1. (O que é?). Se toda a atividade humana, cada vez mais, exige a formação profissional da parte dos seus cooperadores e parceiros, a fortiori, esta atividade estruturadora/estruturante – A LIDERANÇA NACIONAL.

1.1 – A PISCDIL estabelece distinções entre Liderança Nacional e Liderança Grupal (político partidária, empresarial, etc.). A primeira engloba a segunda, mas não necessariamente a segunda representa a primeira. A Formação Nacional de Liderança pode representar uma bolsa de recursos de liderança, onde as forças grupais poderão ir buscar recursos para completar os seus quadros ou par suprir as suas lacunas.

1.2. A Formação em Liderança Nacional e Cidadania faz parte fundamental dos Objetivos da PISCDIL (Plataforma Internacional da Sociedade Civil da Diáspora Lusófona), juntamente com a LÍNGUA LUSÓFONA e a EDUCAÇÃO. São objetivos fundamentalmente interligados entre si, onde a Formação, nomeadamente a Formação em Liderança Nacional, representa fator determinante.

1.3 – A Formação em Liderança Nacional e Cidadania começou por ser timorense – Projeto Maubisse – isto é, um projeto acordado entre a Igreja, o Estado e a Sociedade Civil Timorense, nos encontros realizados em Maubisse, nos princípios de 2010, nesta vila ao sopé do Monte Ramelau, o mais alto do antigo Império Ultramarino Português.

1.3.1 – Tendo partido da iniciativa da Igreja, D. Basílio do Nascimento, Bispo de Baucau e Presidente da Conferência Episcopal, em agosto de 2010, solicitou à Associação Apoio à Diocese de Baucau (AADB) e à Associação Timorense (AT) o desenvolvimento do nascente Projeto em Portugal e na diáspora.

1.3.2 – Neste sentido, o Prelado orientou as duas associações no sentido de solicitarem apoio a três personalidades, das mais representativas, às quais tinha apresentado pessoalmente o Projeto.

1.3.3 – O processo teve início em janeiro de 2011, na sequência da aprovação do projeto inicial elaborada pelo Prelado de Baucau.

1.3.4 – Perante as dificuldades sentidas por parte da diáspora timorense em levar a cabo um Primeiro Congresso da Sociedade Civil Timorense na Diáspora, as duas associações, avançaram para contatos com as associações das outras comunidades lusófonas na diáspora, passando a seguir para pessoas singulares, a título individual, representativas, por força das respetivas Constituições Nacionais, das mesmas comunidades.

 

  1. (Quem? – Autores E atores). Em 19 de julho de 2013, o projeto passou de timorense para um projeto assumido em primeira pessoa pelos representantes da sociedade civil da diáspora de cada uma das oito Comunidades/Estados e de Goa/Damão/Diu e Macau, os quais estiveram presentes nesta primeira reunião na Universidade Lusófona de Lisboa, com a Presença da Diretora da DRIE, Dra. Elisabete Lourenço, em representação do Reitor da Instituição Universitária. E, durante os anos 2013 e 2014, as reuniões da nascente Plataforma foram realizadas na UL.

 

2.1 – Em 19-21 de novembro de 2015, as referidas comunidades lusófonas, incluindo já Guiné Equatorial e Galiza e perfazendo o simbólico número de 12 autores e atores, levaram a cabo o Primeiro Congresso da Sociedade Civil da Diáspora Lusófona (I CDIL), no Salão Nobre da Academia das Ciências de Lisboa. Este Evento teve como objetivo principal a fundação de uma Plataforma Internacional da Sociedade Civil da Diáspora Lusófona, abreviadamente PISCDIL.

2.2 – A PISCDIL foi registada m Lisboa, em 21 de dezembro de 2015, com NIPC 513799338. Tem como Sede provisória a Sede das Associações Cabo-verdianas, Rua Duque de Palmela, 2 – 8º, Freguesia de Santo António, Lisboa

 

  1. (Porquê?) – Razão de ser da Formação da Liderança Nacional e de Cidadania

3.1 – Questões de passagem de liderança e de testemunho.  A geração das décadas de 40 e 50, que, direta ou indiretamente se tronou protagonista da descolonização na década de 70, ou ainda antes, na fase atual da história está a terminar a sua liderança. Neste sentido, não cremos haver diferença entre aquelas comunidades lusófonas que se tronaram independentes desde a década de 75 e Timor Leste/Lorosa’e, que só conseguiu a sua independência efetivamente democrática em 20 de maio de 2002. O fato da pronta adesão de 100% ao projeto PISCDIL e ao processo de Formação em Liderança e Cidadania, e logo ao primeiro contato, indicia que, de uma forma geral, os referidos protagonistas, durante esta primeira metade da independência nacional não se decidiram sobre a importância da formação da nova geração em Liderança.

3.1.1 – A transição da colonização para independência, nalguns casos, criou ruturas com o passado, concentrando-se no presente, no imediato ou no curto prazo, deixando o futuro de lado e adotando mesmo atitudes de necolonizadores.

3.2 – Os países incipientes e em vias de desenvolvimento podem correr o risco de ameaças internas e externas, aproveitamento oportunista de investidores externos. Ao solicitarem o apoio exterior para a formação dos seus recursos e para o processo de desenvolvimento podem passar a um novo tipo de dependência

3.3 – Desafios da Globalização e perigos de formas de neocolonização.

3.4 –  Competitividade exige alta qualidade de recursos humanos, nomeadamente da liderança, sob pena não conseguir equilibrar finanças nacionais e endividamentos soberanos, que colocam o país sob subjugação externa.

 

  1. Para que? – Finalidade –

4.1 – Garantir a sustentabilidade da viabilidade, estabilidade, capacidade, qualidade da independência nacional das Nações/Estados em construção.

4.1.1 – Viabilidade – A continuidade da independência de um país não está garantida. Fatores imprevistos ou falta de capacidade de previsão podem ocasionar uma crise profunda ou o seu desaparecimento do mapa. Esta possibilidade pode significar uma preocupação real para um pequeno país, que ganhou uma guerra de 25 anos contra a poderosa Indonésia e seus satélites e que tem sido historicamente cobiçado pela Austrália anglo-saxónica.

4.1.2 – A estabilidade a todos os níveis, nomeadamente a estabilidade política, representa condição importante, tanto para o autodesenvolvimento do país como para as relações externas de cooperação, investimentos, etc.

4.1.3 – Capacidade – Tornou-se um lugar-comum que o desenvolvimento do país depende dos seus recursos humanos. Depende do mais alto nível possível da formação dos seus quadros.

4.1.4 – A Qualidade da independência de um país depende da qualidade da sua liderança e dos seus cidadãos conscientes e responsáveis pelos seus deveres e direitos constitucionais.

4.2 – Cidadãos e profissionais capazes de responder a um conjunto de desafios e de questões em face à problemática de globalização.

4.3 – Para que a transição do poder da geração anterior, que conduziu o processo de independência nacional se opere de forma construtiva.

 

  1. (Os destinatários). O destinatário fundamental da Formação em Liderança Nacional e Cidadania é cada cidadão, do interior e da diáspora, das Comunidades dos Povos de Língua Lusófona (CPLL), tendo como objetivo consolidar a Lusofonia como uma realidade mundial e fazer da Lusofonia uma potencia mundial.

5.1 – No interior, os destinatários são os formandos em Liderança e os cidadãos interessados e inscritos no Centro Coordenador e nos núcleos da Rede Interna.

5.2 – Na diáspora lusófona, os destinatários são os formandos em Liderança e os cidadãos inscritos através da PISCDIL e das suas legítimas delegações em todo o mundo.

 

 

  1. (Onde?) A formação é feita simultaneamente na diáspora e no interior.

6.1 – No interior, a Formação Curricular e a Não-Curricular são desenvolvidas no Centro Coordenador e na Rede Interna atrás referidos no Ponto. 5.

6.1.1 – O Centro Coordenador, que assina um Protocolo de Cooperação com a Academia das Ciências de Lisboa, é o responsável autónomo pela:

  1. a) Criação da Rede Interior de núcleos de formação.
  2. b) Seleção de Professores.
  3. c) Seleção de formandos.
  4. d) Criação e manutenção de suportes tecnológicos/informáticos e logísticos para o funcionamento da formação.
  5. e) Avaliação de resultados.
  6. f) Avaliação do processo.
  7. g) Proposta de novo Protocolo de Cooperação com a ACL e a PISCDIL.

6.2 – Na diáspora,

6.2.1 – A Formação Curricular é desenvolvida e coordenada pela Academia das Ciências de Lisboa – Instituto de Altos Estudos, englobando as Universidades e os Institutos técnicos Superiores interessados.

6.2.2 – A Formação Não-Curricular é desenvolvida através de Debates, no âmbito do conceito a seguir descrito.

 

  1. (Como?)

A Formação em Liderança Nacional e Cidadania engloba a Formação Curricular e a Formação Não-Curricular e é desenvolvida através de um sistema virtual (e-learning), servindo-se dos melhores recursos informáticos disponíveis, incluindo formação presencial.

7.1 – Envolve as instituições formadoras do exterior e do interior, que assinam protocolos de cooperação, ou outros formatos, com a Academia e a PISCDIL.

7.2 – Envolve as entidades públicas e privadas das comunidades lusófonas, do interior, da diáspora e de todo o mundo.

7.2 – A Formação Curricular é coordenada, em Portugal, pela ACL, e, em cada uma das Comunidades, por aquelas Instituições Formadoras que assinarem Protocolos de Cooperação com ACL.

7.2.1 – O Currículo está pronto desde os finais 2015. Compreende um conjunto de disciplinas veiculares, a cada um dos quais corresponde um conjunto de disciplinas opcionais, sob a responsabilidade de um Coordenador.

7.2.2 – O arranque do processo está a confrontar-se e a ser condicionado pela problemática do financiamento necessário.

7-3 – A Formação Não-Curricular é constituída fundamentalmente por DEBATES e é coordenada pela PISCDIL

7.3.1 – Entendemos por Debates momentos onde a emergência de sinais de liderança nacional poderá oportunamente ser reveladora e onde cada cidadão poderá partilhar o seu ponto de vista e o seu contributo.

7.3.1.1 – Um formado pode possuir um conjunto de diplomas de Licenciatura, Doutoramento, Especialização, etc., mas, se perante uma questão concreta e de interesse nacional, não for capaz de defender uma posição e contributo, de nada serve.

7.3.2 – Para a seleção dos formandos em Liderança Nacional, no projeto inicial em 2010, na nossa ingenuidade e inexperiência, adotámos 18 (dezoito) Indicadores de caraterísticas pessoais.

7.3.2.1 – Os 18 Indicadores constituem Módulos de Formação Não-Curricular e objeto para os DEBATES.

7.3.2.2 – Para cada um dos Indicadores foi feito o levantamento do conjunto de Questões a seguir propostas.

7.3.2.3 – Cada uma das Questões pode constituir, por sua vez, objeto de Módulos de Formação, cuja estrutura, em termos de número e de interesse, dependerá do respetivo Coordenador.

7.2.3.4 – O número tanto dos Indicadores como das suas Questões tende mais a ser multiplicado que diminuído.

7.2.3.5 – Os Indicadores e as Questões de Debates virão especificados a seguir, no Ponto 16 do presente Programa.

 

  1. (Quando?) – Já começou. A PISCDIL, ainda antes de ser oficialmente constituída e registada no Instituto Nacional de Pessoas Coletivas, assumiu o modus operandi de solicitar e desafiar a cooperação/colaboração com obra já iniciada.

8.1 – Protocolo de Cooperação com Associação A Voz do Amor, NIPC 504723995, em 08 de maio de 2008

8.2 – Protocolo de Cooperação com FIDEMA – Associação para Cooperação e Desenvolvimento, NIPC 508193680.

8.3 – Protocolo de Cooperação entre a ACL e o Instituto Superior de Filosofia e Teologia, D. Jaime Garcia Goulart, Dili, Timor Leste/Lorosa’e, NIPC 322/DNRN-MJ/IX/2014, em 30 de julho de 2015.

8.4 – Protocolo de Cooperação entre a Academia das Ciências de Lisboa e Universidade Jean Piaget, Guiné Bissau, NIPC 510017320, em 02 de outubro de 2015.

8.5 – Protocolo de Cooperação com a Associação Portuguesa para a Qualidade (APQ), fundada em  1969, NIPC 251379383, em 28 de abril de 2016.

8.6 – Protocolo de Cooperação entre a ACL e a Fundação Atena / Universidade Lusíada de São Tomé e Príncipe, NIPC 431460, em 02 de outubro de 2016.

8.7 – Protocolo de Cooperação entre a Academia das Ciências de Lisboa e Academia da Ciências e Humanidades de Cabo Verde, em 18 de abril de 2017.

8.8 – Está na agenda a Assinatura de Protocolo de Cooperação com Instituições Formadoras de Moçambique, Brasil e Angola.

 

  1. O projeto PISCDIL Formação e de Liderança Nacional e Cidadania foram apresentados pelo Presidente da Direção da PISCDIL, Alberto Araújo, em audiência oficial em Timor L/L a:
  2. a) Presidente da República de Timor Leste Taur Matan Ruak, em 10 de junho de 2016.
  3. b) Primeiro-Ministro da República de Timor Leste Dr. Rui Maria de Araújo, em 13 de junho de 2016.
  4. c) Ministro de Estado, Coordenador dos Assuntos Sociais e Ministro da Educação, Dr. António da Conceição, em 16 de junho de 2016
  5. d) S. Exa. Reverendíssima o Sr. Bispo de Dili, D. Virgílio do Carmo da Silva, em 16 de junho de 2016.
  6. e) Ministro dos Negócios Estrangeiros da República de Timor L/L, representado pelo seu Vice-Presidente, Dr. Roberto Sarmento de Oliveira Soares, em 17 de junho de 2016.

f)Ministro do Comércio, Indústria e Ambiente, Dr. Constâncio Pinto, em 18 de junho de 2016.

 

  1. O projeto PISCDIL e de Liderança Nacional e Cidadania foram apresentados, em Portugal, a:
  2. a) Presidência da República, em 19 de janeiro de 2017.
  3. b) Ministério da Educação, em 02 de março de 2017.
  4. c) Ministério dos Negócios Estrangeiros, em 20 de abril de 2017.
  5. d) Instituto Camões, em 06 de fevereiro de 2014.
  6. e) Instituto Internacional da Língua Portuguesa, em 10 de fevereiro de 2014.

 

  1. O projeto PISCDIL e de Liderança Nacional e Cidadania, enquanto apenas timorense, foram apresentados a:
  2. a) Secretário Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Eng. Domingos Simões Pereira, em 19 de outubro de 2011. Serão em breve apresentados à atual (2017) Secretária Executiva da CPLP, Dra. Maria do Carmo Silveira.
  3. b) Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, em 26 de março de 2013.
  4. c) Universidade de Aveiro, em 11, 26-27 de maio de 2012

 

  1. Apresentação do projeto PISCDIL e de Liderança Nacional e Cidadania às universidades portuguesas e institutos superiores:
  2. a) Universidade do Algarve: Solicitação de audiência em 13 de dezembro de 2016 e realização da audiência com a Reitoria em 13 de janeiro de 2017.
  3. b) Nos finais de 2016 e princípios de 2017 a PISCDIL solicitou audiência com as Reitorias de todas as universidades e com as mais altas hierarquias dos institutos superiores portugueses.

 

13.VISÃO

A Visão da PISCDIL:

  1. a) centra-se no SONHO de uma PAZ SUSTENTÁVEL, baseada: nos Princípios e Valores a seguir enunciados no Ponto 12.
  2. b) radica na convicção de que a Lusofonia e o Mundo serão melhor liderados por profissionais, vocacionados e com formação própria, que por amadores, movidos pela vontade do poder ou pelo instinto do poder;

b.1 – profissionais comprometidos com os referidos Princípios e Valores;

b.2- profissionais comprometidos com os cidadãos seus eleitores e fiscalizadores, conscientes e responsáveis pelos seus deveres e direitos constitucionais.

  1. c) é congénita ao seu próprio logótipo PISCDIL, intencionalmente construída para ser pronunciada como sendo uma expressão inglesa – “peace deal”,” peace dealer”, “peace dealing”, onde os seus fundadores e continuadores: assumem um código de paz; são construtores da paz; e comprometem-se com uma contínua dinâmica de construção da paz.

 

  1. MISSÃO

14.1 – Tal como o figurativo Diógenes de Sinope grego, a PISCDIL assume a missão de ir “pelas ruas” e pelo mundo em busca de cidadãos vocacionados para Liderança Nacional.

14.2 – Apoiar a Liderança Nacional na sua formação contínua e na sua atuação.

 

  1. VALORES – A PISCDIL baseia-se e assume como seus:

15.1 – os Princípios e os Valores Universais, protagonizados pela ONU e pelas espiritualidades mundiais.

15.2 – os Princípios e Valores Regionais, praticados pelo conjunto das Comunidades/Estados e pelas comunidades lusófonas espalhadas, crescentemente, por todo o mundo;

15.3 – os Valores Locais, próprios da múltipla identidade de cada uma das Comunidades/Estados e das comunidades lusófonas espalhados por todo o mundo; e inscritos nas respetivas constituições nacionais.

 

 

PRIMEIRO GRUPO DE QUESTÕES PARA FORMAÇÃO/EDUCAÇÃO NÃO-CURRICULAR – DEBATES

 

  1. QUESTÕES PARA DEBATES

Os Indicadores para a seleção dos candidatos à Liderança Nacional e as Questões para Debates constituem Módulos de Formação, que serão realizados e se desenvolverão de acordo com as capacidades dos próprios candidatos da sua REDE de especialistas e de cidadãos.

16.1 – Indicadores – Pessoas dotadas de capacidade inata de liderança

– Questões:

16.1.1 – Genética e Vocacionalidade profissional

16.1.2 -Genética e Liderança

16.1.3 – Fatores não-genéticos na emergência da Liderança

16.1.4 – Identidade genética e outras identidades

16.1.5 – Identidade Nacional vs outras

16.1.6 – Identidade Nacional e Constituição Nacional

16.1.7 – Identidade e História

16.1.8 – Bases genéticas e comportamento

16.1.9 – (Cont.)

 

16.2 – Indicadores – Pessoas dotadas de determinados traços e qualidades que as tornam melhores que as outras

– Questões:

16.2.1 –  Imagem pessoal e reflexos sociais

16.2.2 – Decisão e riscos

16.2.3 – Mudança, inovação e estabilidade

16.2.4 – Emoção e racionalidade

16.2.5 – Sucessos, insucessos e resiliência

16.2.6 – (Cont.)

 

16.3 – Indicadores – Pessoas que sabem descobrir /ver a realidade de fundo nos acontecimentos conjunturais

– Questões:

16.3.1 – Potencialidades e Limitações do País

16.3.2 – Plano Estratégico Nacional de Desenvolvimento – PED, longo, médio e curto prazo, vinculativo em relação ao Parlamento Nacional.

16.3.3 – Memória e Construção do Futuro

16.3.4 – Segurança Nacional e Comunicação

16.3.5 – O visível e o oculto e o ocultado – Os labirintos das relações sociais e políticas

16.3.6 – Gerir e construir factos

16.3.7 – Mudança e inovação, estabilidade e identidade nacional

16.3.8 – (Cont.)

 

16.4 – Indicadores – Pessoas que sabem definir-se e situar-se nas mais heterogéneas situações históricas, sociais, culturais, religiosas, políticas, etc.

Questões:

16.4.1 – Perceção de si e do sentido dos acontecimentos sociais e políticos

16.4.2 – Sentido de identidade nacional e cooperação internacional

16.4.3 – Identidade nacional vs identidade ideológico-partidária

16.4.4 – Estilo próprio de liderança e estilos históricos

16.4.5 – Compromisso e distanciamento

16.4.6 – Características pessoais e contexto

16.4.7 – (Cont.)

 

16.5 – Indicadores – Pessoas que fomentam a participação dos cidadãos nos interesses comunitários

– Questões:

16.5.1 – Amigos, opositores e inimigos

16.5.2 – O cidadão e seus direitos e deveres constitucionais

16.5.3 -Responsabilidade individual do cidadão e fiscalização do Estado

16.5.4 -Formação para participação dos cidadãos nas decisões

16.5.5 – (Cont.)

 

16.6 – Indicadores – Organizam, dinamizam e supervisionam atividades grupais

– Questões:

16.6.1 – O cidadão e o grupo na construção da Nação

16.6.2 – Grupos sociais e a construção da História

16.6.3 -Liderança nacional e liderança partidária

16.6.4 – Redes internas e redes externas

16.6.5 – Migração programada

16.6.6 – Interior e diáspora – Pilares da viabilidade, estabilidade, capacidade e qualidade nacional

16.6.7 – Migração e diáspora – Remessas económico-financeiras. Remessas de Conhecimentos

16.6.8 – Fatores internos e fatores externos no funcionamento do grupo

16.6.9 – Liderança e interação e dinâmica de grupos

16.6.10 – (Cont.)

 

16.7 – Indicadores – Estabelecem rede de conexão entre líderes/chefias e os colaboradores, no sentido de cada um realizar ao máximo o seu potencial pessoal e grupal

– Questões:

16.7.1 – Redes internas de cooperação e desenvolvimento do poder pessoal e grupal

16.7.2 – Formação conjunta e seus reflexos no exercício da liderança

16.7.3 – Redes de liderança intercomunitária lusófona

16.7.4 – Redes de liderança internacional

16.7.5 – (Cont.)

 

16.8 – Indicadores – Pessoas que falam dos sonhos de cada concidadão

– Questões:

16.8.1 – Sonho pessoal e sonho comunitário e nacional

16.8.2 – Visão, Missão e Valores

16.8.3 – O poder do sonho

16.8.4 – O sonho do poder

16.8.5 – O poder da visão

16.8.6 – (Cont.)

 

16.9 – Indicadores – Pessoas que apelam para a competitividade

– Questões:

16.9.1 – Competitividade nacional e globalização

16.9.2 – Competitividade pessoal e sistema educativo

169.3 – Competitividade individual e saídas profissionais

16.9.4 – Competitividade grupal e desenvolvimento comunitário

16.9.5 – Competitividade  e qualidade (Eng. António Ramos Pires, APQ – Associação Portuguesa para Qualidade)

16.9.6 – (Cont.)

 

16.10 – Indicadores – Pessoas que irradiam entusiasmo

– Questões:

16.10.1 – Confiança em si próprio e no seu projeto

16.10.2 – Positividade na crise e celebração do êxito

16.10.3 – Empatia social e momentos de sucessos nacionais

16.10.4 – O poder do entusiasmo individual e nacional

16.10.5 – O poder da ambição

16.10.6 – (Cont.)

 

16.11 – Indicadores – Pessoas que sabem criticar, recebendo daqui o subsequente reconhecimento

– Questões:

16.11.1 – Crítica e reconhecimento do poder

16.11.2 – Reconhecimento pela crítica e inter-relação construtiva

16.11.3 – Crítica social e política e envolvimento do cidadão

16.11.4 – Reconhecimento individual – Fator de motivação

16.11.5 – Luta pelo reconhecimento e direito de cidadania

16.11.6 – A crítica enquanto instrumento do poder

16.11.7 – Cidadania e reconhecimento

16.11.8 – Crítica e democracia

16.11.9 – (Cont.)

 

16.12 – Indicadores – Pessoas que têm um passado harmonioso

– Questões:

16.12.1 – Harmonia – Equilíbrio entre ética e moral

16.12.2 – Harmonia – Relação entre o pessoal e o social

16.12.3 – Reputação e poder

16.12.4 – Entre passado, presente e futuro

16.12.5 – Código de compromisso ético e moral

16.12.6 – (Cont.)

 

16.13 – Indicadores – Pessoas que utilizam os seus conhecimentos para envolver os outros

– Questões:

16.13.1 –  Gestão do conhecimento e motivação para consciência de cidadania

16.13.2 – Dimensão social e política do conhecimento

16.13.3 – Política do conhecimento e política da construção nacional

16.13.4 – Conhecimento e tecnologia numa sociedade competitiva

16.13.5 – Mecanismos de controlo social

16.13.6. – (Cont.)

 

16.14 – Indicadores – Pessoas que geram ideias norteadoras e operacionais

– Questões:

16.14.1 – Inventores de ideias para a reinvenção nacional

16.14.2 – Ideias inovadoras para a competitividade nacional

16.14.3 – Antecipação de acontecimentos

16.14.4 – Realismo político

16.14.5 – Simulação situacional e decisão

16.14.6 – (Cont.)

 

16.15 – Indicadores – Pessoas que sabem identificar quem é vocacionado para desenvolver conhecimentos e ação (conjugando o ser sábio e ter sabedoria)

– Questões:

16.15.1 – Ciência, técnica e sabedoria – Três bases definidores da Liderança

16.15.2 – Equipa de visionários, conselheiros e parceiros da liderança

16.15.3 – O poder da motivação

16.15.4 – O líder e seu sucessor

16.15.5 – Reprodução e continuidade de paradigmas e construção de novos paradigmas

16.15.6 – O poder e delegação do poder

16.15.7 – Auto-formação e Formação da nova geração de líderes

16.15.8 – Liderança nacional e liderança sectorial

16.15.9 – (Cont.)

 

16.16 – Indicadores – Pessoas que são dotadas de capacidade financeira

– Questões:

16.16.1 – Imaginação e criação de condições económicas e financeiras

16.16.2 – Autonomia económico-financeira pessoal e exercício do poder

16.16.3 – Transparência económico-financeira pessoal e anti-corrupção

16.16.4 – Satisfação das necessidades básicas e superiores da pessoa

16.16.5 – Equilíbrio económico e financeiro e justa distribuição de bens

16.16.6 – (Cont.)

 

16.17 – Indicadores – Pessoas que reforçam o seu carisma próprio de liderança e de chefia

– Questões:

16.17.1 – Imagem de si próprio e do mundo

16.17.2 – Liderança carismática

16.17.3 – Entre alternância e antagonismo de modelos de liderança

16.17.4 – Emergência de mudanças e encruzilhada da História

16.17.5 –  Inspiração e desafio para a realização do sonho de cada pessoa

16.17.6 – Poder e autoridade

16.17.7 –  (Cont.)

 

16.18- Indicadores – Pessoas que investem o máximo para o desenvolver a capacidade própria de liderança

– Questões:

16.18.1 – Imagem pessoal e confiança pública

16.18.2 – Auto-controlo e controlo da situação

16.18.3 – Criatividade e originalidade

16.18.4 – Aprendizagem contínua e Dinâmica de liderança

16.18.5 – Auto-afirmação

16.18.6 – Liderança autocrática e liderança democrática.

16.18.7 – (Cont.)

 

16.19 – Os Textos e os Relatório dos DEBATES serão publicados através da BIBLIOTECA VIRTUAL da PISCDIL, a qual constituirá a fonte documental para toda a Liderança e Cidadania das Comunidades Lusófonas.

16.19.1 – Uma síntese dos mesmos documentos, ou os próprios textos integrais, serão enviados através dos respetivos correios eletrónicos (email) para cada uma das Instituições Formadoras que assinaram o Protocolo da Cooperação com a ACL, as quais coordenarão o acesso para cada candidato inscrito na Formação em Liderança Nacional e Cidadania.

 

 

  1. CRONOGRAMA – 2017-2018
Questões Set. Out. Nov. Dez. Jan. Fev. Mar. Abr. Mai. Jun. Jul. Set. Obs.
16.1.1
16.1.2
16.1.6
16.3.2
Outras

17.1 –  Os números desta grelha referem-se à ordem de propostas de Questões para DEBATES.

17.2 –  Dado que Timor L/L já possui um duplo PED (PED 2002/11-30, do Estado; PED 2002-20507/60, da sociedade civil), o esforço por pate dos timorenses centrar-se-á na avaliação da sua execução. Por parte das outras comunidades irmãs, o contributo consistirá na análise e melhoramento de ambos e na interação fraterna e contínua.

17.2.1 – Os dois PEDs: a) PED 2002/11-2030 encontra-se publicado através do Google); b) PED 2002-2050/60 está publicado através de: http://www.timor-diaspora.com

17.3 – O tempo, o espaço e a moldura dos Debates dependerão do consenso entre os operadores sobre a prioridade das questões propostas no Ponto 8 e/ou respetivas alterações ou substituições.

17.4– Locais, ao nível nacional, em Portugal: Serão indicados até aos finais de dezembro/2016 ou na primeira metade de 2017, consoante os acordos ou protocolos a serem, entretanto, realizados.

17.4.1 – Locais, ao nível nacional das Comunidades Lusófonas: da responsabilidade dos respetivos Centros Coordenadores, que assinaram Protocolo de Cooperação com a ACL e acordaram Parceria com a PISCDIL

 

 

  1. ORÇAMENTO

 

Orçamento elaborado/proposto por Prof. Dr. José Águas

 

 

 

  1. AVALIAÇÃO

19.1 – Formação Curricular

19.1.1 – Segue a moldura comum às Universidades e Institutos Superiores Portugueses e aos paradigmas europeus.

19.1.2 – É feita em coordenação entre a ACL e a Instituição Formadora de cada uma das Comunidades/Estados, tomando em consideração a situação das restantes comunidades lusófonas espalhadas por todo o mundo.

19.1.3 – É autenticada através de Diploma ou Certificado.

 

19.2 – Formação Não-Curricular

19.2.1 – É avaliada através de um critério simples inspirado pela sabedoria bíblica: “Pelos frutos conhecereis a árvore…”

19.2.2 – Em termos concretos, será operacionalizado através conjugação dos seguintes critérios e/ou outros a serem definidos:

  1. a) Publicação de escritos e sua qualidade e utilidade nacional e pública.
  2. b) A forma adequada, crítica, construtiva, ou congénere, de participação oral nos Debates.
  3. c) Participação ativa e criativa na organização e dinamização de Debates.

 

  1. REFORMULAÇÃO

O Projeto fundamenta-se numa filosofia de abertura à constante problematização, à oportuna revisibilidade e à consequente reformulação.

 

Lisboa, 07 de dezembro de 2016.

Atualizado em 30 de abril de 2017.

Publicado, em formato digital, através da Inspeção Geral das Atividades Coletivas (IGAC), simbolicamente, em 01 de maio de 2017.

 

P’la Direção da PISCDIL

Alberto Araújo

Presidente da Direção

 

 

 

 

A.M. Meyrelles do Souto – HOMENAGEM

 

A.M. Meyrelles do Souto – HOMENAGEM (+09jun2018)

Médico Cirurgião Ortopedista

Colega do Instituo de Estudos Académicos Adriano Moreira (IEAAM) da Academia das Ciências de Lisboa e Fundador da Plataforma Internacional da Sociedade Civil da Diáspora Lusófona – PISCDIL.

Uma viva homenagem, sempre viva na memória dos colegas, no presente e no futuro do IEAAM, uma figura inesquecível.

Meyrelles do Souto faz parte do pequeno grupo persistente de alunos do IEAAM, inicialmente IEAS-Adriano Moreira, desde a sua fundação em 18 de outubro de 2010. Às segundas, terças e quartas-feiras, apesar da sua saúde e de qualquer estado de tempo, a sua presença nas Conferências era constante, participativa e desafiadora de discussões, de forma apaixonada e às vezes frontal. E não só nas conferências como nas Visitas de Estudo e nos eventos organizados pelo Instituto, como ficou registado neste momento musical e noutros do arquivo fotográficos do Instituto. Merecedor, portanto, dos Diplomas de Ouro que lhe foram atribuídos.

   

Foi o segundo conferencista de entre os colegas, convidado pela Diretora do Instituto, Prof. Doutora Maria Salomé Pais, a apresentar o tema “Os Judeus em Portugal”, em 24 e abril de 2013, questão esta integrada numa das diferentes Temáticas do ano: “Portugal: Da Fundação à Actualidade” . Autor de Escola de Medicina de Salermo, Ed. Livraria Almedina, 2014. E de outros que desconheço.

Foi desde 2010 que Meyrelles do Souto se manifestou interessado com o atual Projeto Formação em Liderança Nacional e Cidadania. Era um sonho, uma necessidade e uma urgência inicialmente apenas timorense, expresso através de encontro de Maubisse entre a Igreja em Timor, o Estado e da Sociedade Civil timorense. MS perguntava frequentemente sobre a situação no País e ia-me fornecendo documentos relacionados com a evolução da História, às vezes crítica, do benjamim da CPLP/CPLL, a primeira Nação independente do século XXI. Nos apertos de mão, sentia eu o calor dos nobres sentimentos do homem que era, sentimentos de carinho para como povo timorense e para com os povos lusófonos.

Mas, a partir de 2013, de projecto timorense passou a ser um Projeto Lusófono, envolvendo sucessivamente todas as Comunidades/Estados e as diásporas lusófonas disseminadas por todo os cantos do mundo, estas entretanto representadas por Goa/Damão/Diu, Macau e Galiza (Associação Pró-Academia Galega da Língua Portuguesa).

E associou-se como Membro Fundador da PISCDIL (Plataforma Internacional da Sociedade Civil da Diáspora Lusófona), em 10 de novembro de 2015, como o atesta o Livro dos Fundadores. Manifestava interesse em saber sobre a questão do apoio e financiamento por parte da UNESCO para o arranque do Projeto.

Apenas uma palavra sobre o IEAAM, transcrita da nota inicial da sua Apresentação pela Prof. Doutora Maria Salomé Pais, Secretária Geral da Academia das Ciências de Lisboa e Cofundadora e Diretora da mesma iniciativa (ver: Google):

“Academia das Ciências de Lisboa, através do IEAS, assume, tal como outras congéneres a nível mundial, um dever cívico ao intervir nesta área tão desafiante da evolução do saber e das exigências de articulação geracional, o que implica uma definição de trabalho, sujeito a experiência, que esteja de acordo com a sua especificidade institucional.”

Há duas “coisas” que a nossa visão herdada dos nossos antepassados, analfabetos e simples, nos permitem entender esta “articulação geracional”; e que é por el que entendemos tanto as intervenções do colega MS como de todos os outros, ao longo destes oito anos; e que, particularmente, motivam e justificam o facto de termos sido alunos do IEAS>IEAAM, desde 2010:

  1. A articulação representa a objectividade da relação emergente das três gerações: a velha, a nova e a vindoura.
  2. Tal relação é de natureza ou de função caminhante: o caminhar da geração sénior conduz à articulação com a geração júnior; e esta emergente articulação conduz à geração vindoura, resultando desta triangularidade relacional, a afirmação e a sustentabilidade nacional; sustentabilidade que condição incondicional da objetividade de relação entre as Nações e os Estados.

E é esta “articulação geracional” que representa o cenário de fundo do SONHO da PISCDIL (Plataforma Internacional da Sociedade Civil da Diáspora Lusófona) da qual, repetindo, MS é um dos Fundadores – o SONHO de que:

“A Nação (lusófona e de todo o mundo) é melhor liderada por profissionais, vocacionados e com formação própria, que por amadores, movidos pela vontade do poder ou pelo instinto do poder.

Profissionais: COMPROMETIDOS com os valores universais, protagonizados pela ONU  e pelas Espiritualidades Mundiais; COMPROMTIDOS com os valores regionais, vg, consagrados pela Constituição da CPLP; COMPROMETIDOS com os valores locais, próprios e inalienáveis de cada uma das comunidades.

Profissionais COMPROMETIDOS com os cidadãos, seus eleitores e avaliadores.

Profissionais COMPROMETIDOS com a construção da PAZ, enquanto base incondicional do bem-estar social individual, social e mundial”.

Para acompanhar, ou melhor, para serem parceiros em primeira pessoa, tal como foi MS, e também coletiva/associativa, queira publicar o seu contributo através de nosso Síto/site:

http://plataformadadiasporalusofona.org.

 

(tentarei explicar, a seguir, as duas “coisas”).

 

 

 

Timor L/L – Crise Política, Saídas

Timor L/L – Eleições Antecipadas, Saídas

Cronologia dos acontecimentos conducentes às Eleições Antecipadas

   

 

Abrir aqui o texto em PDF;   09mai2018 – CRISE-DISSOLUÃO Parlamento Nacional

   

 

  1. Acontecimentos. Os acontecimentos ou os factos nacionais, objectivos ou construídos, visto na sua sucessão cronológica representam, tal como dizemos na nossa visão Mamba’e, o “caminhar” da Nação, tanto no sentido de existir (ex-sistere, i.é, continuar viva e actuante) como no sentido de desaparecer do mapa mundial dos povos ou de nações. Afinal, a sucessão ou a reversibilidade da vida e da morte são a condição da nossa existência individual e colectiva no mundo. E a sucessão cronológica permite-nos ver em que medida um simples facto é, por um lado, consequência de uma rede de causas anteriores e pode ser, por outro lado, uma das variáveis determinantes da rede de causas próximas, intermédias ou remotas, de acontecimentos presentes e de acontecimentos futuros. E, ao pensar assim, estou a colocar a questão das Eleições Antecipadas agendadas para 12 de maio de 2018: noutras a palavras, colocar a questão de que a crise política parlamentar instalada desde 22 de julho de 2017 é consequência de um processo anterior e pode ser o factor determinante, numa rede de causas, dos acontecimentos que vão ocorrer até às eleições antecipadas em questão e das soluções que daí emergirem. Ou tais soluções virão contribuir para a paz e estabilidade social e governativa, ou sofrerão das mesmas doenças da situação anterior, e daqui a ameaça de novas eleições ou, na pior das hipóteses, a ameaça de um estado falhado. Mas, não de uma Nação falhada, pois esta existe desde antes da chegada dos Portugueses ao Oriente.
  2. Enquadramentos. Parece clarividente para todos que estes acontecimentos não podem ser objectivamente enquadrados e interpretados se não se tiver presente a) o seu contexto, b) as eleições anteriores e c) o sonho de futuro, de cada cidadão e de todos, incluindo a diáspora timorense e d/as comunidades lusófonas. Apesar de ser uma Comunidade/Estado pequena e pobre, e precisamente por isso, estes factores representam um relativo peso na decisão pessoal e colectiva, nos momentos de eleições nacionais, quando devem decidir quem tem mais capacidades para zelar e coordenar os destinos do país.
  3. Partidos históricos. Referimos Fretilin e não UDT (União Democrática Timorense), KOTA (Klibur Oan Timor Asuwain) e os outros partidos históricos porque estes têm sido os permanentes vencidos, agonizantes. De resto, os partidos, responsáveis pela guerra civil e pelas suas consequências, com a independência nacional, deveriam ter tomado a ssábia decisão construtiva nacional no sentido da respectiva dissolução. Pelo contrário, arrogam para si próprios o louro de heróis nacionais, com direito a todos os privilégios que reclamam da Nação. Xanana Gusmão na sua primeira aparição em Lisboa, por ocasião da apresentação pública do CNRT (Conselho Nacional da Resistência Timorense), no Fórum de Lisboa, senão me trai a memória, dizia: “Lutar pela independência foi difícil. Mais difícil ainda vai ser construir a Nação”. Acreditamos que aqueles que fizeram a guerra não servem para governar o país. Servem, sim, para estar vigilantes para que não se repita qualquer guerra que seja.
  4. Novos partidos políticos. Felicitamos os novos partidos políticos que se vêm formando desde a independência nacional. Mas, não escondemos o espanto de, nas eleições parlamentares de 2017, apresentarem a candidatura de “vinte e dois partidos políticos e uma coligação de três forças políticas”. E isto para uma população de 1.269 milhões de habitantes, sem falar de eleitores, segundo as estatísticas de 2016. Com tantos partidos políticos, não seria fácil a façanha de se conseguir distinguir o programa político de uns e de outros: “direita, esquerda, extrema direta, extrema esquerda, centro direito, centro esquerdo, mais para direita, mais para esquerda, etc.” tal como conhecemos na experiência política portuguesa. Acreditamos, porém, que, em Timor L/L, este esquema de partidarismos que funcionam como “partidos únicos e únicos representantes do povo, mesmo quando “democraticamente” eleitos, não sejam a reprodução de paradigmas estrangeiros e que, pelo contrário, possam ou estejam a ser inspirados por paradigmas herdados dos nossos antepassados. São estes que nos distinguem de todos os outros países e garantem a nossa identidade ao decidirmos embarcar na onda da globalização. Aqui, só vale quem tem uma identidade nacional clarividente e sólida: todas as outras sucumbem, são aniquilados ou reduzidos números não contabilizados na história mundial.
  5. Felicitações ao Governo T L/L. Aproveitamos esta oportunidade para felicitar os responsáveis do Governo e toda a sociedade civil que tornaram possível, mais cedo que alguns países lusófonos, à diáspora timorense, desde 2012, poder exercer o seu direito de voto, tanto nas eleições parlamentares como nas presidenciais.
  6. Um conjunto de elementos. Sabemos todos que é importante ter presente o enredo de factores concretos, tanto durante o período de campanha eleitoral como no acto do exercício do direito de cidadania (a), tais como: Lei eleitoral geral e específica; constituição da equipa de Comissão Nacional Eleitoral (CNE), no interior e na diáspora; orçamento nacional para as eleições; orçamento para os partidos políticos; fiscalização de procedimentos previstos na lei, prevenindo ilegalidades e anomalias anticonstitucionais (corrupção e aliciamentos para compra de votos, ameaças, insegurança pessoal e social, oportunismos, etc.) ; recursos financeiros, isto é, quanto o país gasta nas presentes eleições e nas anteriores e qual a avaliação do exercício do mandato subsequente, recursos estes que pesam no equilíbrio das contas públicas; enfim, tudo isto, implica: um tempo de certa paragem no “caminhar” do país.

6.1 – Trazemos para aqui todos estes e outros elementos, na medida em que nos interrogamos se o país “caminha” melhor com eleições normais (quinquenais)  e com eleições antecipadas, com orçamentos rectificativos, etc.; ou, pelo contrário, se o país  “caminha” melhor com outras formas de estabilidade governamental, que obstaculizem o facto de polarizações ou bipolarizações politicopartidárias, com alternancias ou alternativa na governação, onde um novo governo gera descontinuidades em vez de continuidades, não continuando o que de positivo foi feito, mas, pelo contrário,  introduzindo inovações aventureiras, experimentalismos, etc.: “Agora é que… ( é governar…”). E quem não é produto do colonialismo, contrariamente a quem é neocolonialista ou autocolonialista, saberá descobrir nas nossas raízes ancestrais inspiração para uma Nação e um Estado autênticos, orgulhosos de si próprios perante a comunidade internacional, ontem, hoje e para o futuro.

  1. Mudanças. Ter presente as eleições anteriores (b), implica lembrarmo-nos das primeiras eleições nacionais realizadas em 2002. Estamos certos de que todo o povo e todos os eleitores têm presente a diferença entre: a Fretilin de 1974, de Ramos Horta, de Alkatiri e dos outros; A Fretilin da Restauração da Resistência de 1979-81 – o Núcleo de Resistência Popular (NUREP): quando Xanana Gusmão, das “cinzas” da Fretilin, permanecendo ainda marxista-leninista, começou a distanciar-se e a contruir uma nova Fretilin; A Fretilin do CNRM (Conselho Nacional da Resistência Maubere), de 7 de dezembro de 1987 – quando Xanana Gusmão e as Falintinl se desligaram da Fretelin, passando a adoptar a estratégia de uma Frente de Unidade Nacional, substituindo a luta partidária por uma luta apartidária, com a integração de todo o povo, incluindo os partidos responsáveis pela guerra civil fratricida; e é esta configuração de Fretilin do Xanana Gusmão que passou para CNRT (Conselho Nacional da Resistência Timorense), resultante da Convenção Nacional Timorense na Diáspora, realizada em Peniche, Portugal, de 23 a 27 de abril de1998. Foi nesta Convenção, que inicialmente tinha sido concebido para ser um Congresso, que foram efectivamente traçadas novas estratégias para serem adoptadas por todos e foi igualmente aprovada a Magna Carta da futura Nação independente (dois anos antes!).

7.1 – Em duas palavras, a Fretiin do Ramos Horta, Mari Alkatiri, etc., não é o mesmo que a Fretilin do Xanana Gusmão: ambiguidades ou polivalências que que tem gerado e justificado decisões aparentemente confusas ou igualmente ambíguas no acto eleitoral. Mas que, apesar de tudo, o acto eleitoral e o subsequente “caminhar” das coisas tem demonstrado soluções surpreendentes.

  1. Geringonça timorense”. E uma das surpreendentes soluções foi a criação da primeira “geringonça” lusófona, que antecedeu a “geringonça” portuguesa: a AMP (Associação de Maioria Parlamentar). A partir daqui, não governa quem ganha as eleições com maioria simples, mas sim, a maioria parlamentar. Se a “geringonça” de uma pequena e incipiente nação lusófona durou dois mandatos, que a “geringonça” portuguesa dure muito mais ainda, permitindo a estabilidade da governação e que Portugal possa, efectiva e rapidamente, ultrapassar a enorme dívida soberana de entre duzentos e quarenta a duzentos e cinquenta mil milhões de euros (2015-2018).
  2. Ter presente “o SONHO/UTOPIA DE FUTURO” (c), implica simplesmente assumir aquilo que ia na alma do povo timorense e que os paridos políticos diziam representar: ser ele próprio (povos timorenses), tal como se manteve antes e durante os longos anos de convivência com os Portugueses e com o Cristianismo; ser fiel aos nossos antepassados, desde os mais próximos aos fundadores dos nossos povos, povos tão diferentes entre si quanto as respectivas línguas, história, cultura, etc.; continuar os laços de pactos de sangue e de afinidade, tendentes a construir e defender a paz, a amizade e a fraternidade (fraternidade que muitas vezes causa confusões aos malaes: a de nos chamarmos todos irmãos; a de os mais novos chamarem tio ou avô/ó aos mais velhos, de acordo com as idades e ou as aparências; e sermos sempre nós próprios ao construirmos a nova fase da nossa história colectiva, com o determinado intuito de nos colocarmos em pé de igualdade com os outros povos ou estar na vanguarda do povos mais bem sucedidos no mundo.
  3. PED 2002/11-30 e 2002-2050/60. Foi neste SONHO/UTOPIA que, graças à genialidade da liderança carismática de Xanana Gusmão, ainda dois anos antes da nossa independência/autonomia, contruímos o duplo Plano Estratégico (Nacional) de Desenvolvimento (PED): o de 2002/11 – 2030, do Estado (http://timor-leste.gov.tl/wp-content/uploads/2012/02/Plano-Estrategico-de-Desenvolvimento_PT1.pdf); e o da Sociedade Civil – de 2002 – 2050/60 (tempo inicialmente calculado, que poderá ser redefinido, de acordo como o nível de longevidade ou de capacidade activa). Entenda-se que o PED do Estado, que pode ser considerado de Longo Prazo, representa o Médio Prazo para o da Sociedade Civil. E, entenda-se, sobretudo, que PED não significa ciência de probabilidade, de previsibilidade matemática. Significa, sim, fazer o que tem que ser contínua e persistentemente feito, coordenar os esforços e os acontecimentos, para que as coisas aconteçam: é tão simples de compreender isto saber: como e quanto um jovem, que conhecendo relativamente bem os seus dotes naturais e suas potencialidades e limitações, investe na realização do seu SONHO/UTOPIA pessoal, na sua autorrealização.

10.1 – Projectos/Programas e votos políticos facilitados. Tendo sempre presente o PED do Estado, e sendo este vinculativo perante o Parlamento Nacional, os programas politicopartidários estariam facilitados.  Com efeito, os Capítulos veiculadores do PED (Capital Social; Desenvolvimento de Infraestruturas; Desenvolvimento Económico; Quadro Institucional; Estratégias e Acções-Chave) traçam “aquilo que tem que ser contínua e persistentemente feito para que as coisas aconteçam”. Toda a questão quanto à sua efectiva materialização está centrada na competência e capacidade de execução de cada um dos Ministérios responsáveis por cada um do Capítulos do PED. É com a consciência desta necessidade de competências e necessidades que que foi lançado o Projecto Maubisse, em 2010,  projecto este que, desde 2013 passou sucessivamente a ser assumido em primeira pessoa pelas nove Comunidades/Estados e por Goa/Damão/Diu, Macau e Galiza (Academia Galega da Língua Portuguesa). Trata-se do Projecto e Programa de Formação em Liderança Nacional e Cidadania – liderança nacional e não propriamente liderança politcopartidária, empresarial, grupal, confissão religiosa, etc.

10.1.1 – Critérios do voto eleitoral e de destituição do Governo. Nestas condições, o PED impor-se-ia como um duplo critério para o cidadão no acto eleitoral e na avaliação do Executivo em funções: a) Programas politicopartidários em conformidade e realizável em relação ao PED; b) a justificada AVALIAÇÃO NEGATIVA ou PREJUDICIAL do exercício governativo enquanto critério para a destituição do Governo e para as consequentes eleições antecipadas. É no sentido de facilitar este duplo critério que se compreende o referido Projecto Maubisse.

 

Depois de todo estes considerandos, vamos tentar entrever como a cronologia dos acontecimentos conduziram à decisão do Presidente da República, Dr. Francisco Guterres Lu-Olo, a optar pelas Eleições Parlamentares Antecipadas para 12 de maio de 2018.

– 22jul2017 – Eleições Parlamentares. Votantes: 583.956. Considerados: 568.070 votos (97,28% do total); 4.097 votos em branco (0,70 do total); 11.711 votos nulos (2,1%).  Fretilin ganha com 168.480 votos(29,7% do total), 23 lugares no Parlamento. CNRT (Congresso Nacional da Reconstrução Timorense), consegue 167.345 votos (29,5% do total), 22 lugares no parlamento. PLP (Partido de Libertação Popular, 60.098 votos (10,6%, 8 lugares no Parlamento. PC (Partido Democrático) 55.608 votos (9,8% do total), 7 lugares no Parlamento. KHUNTO (Kmanek Haburas Unidade Nacional Timor Oan) 36.547 votos (6,4% do total), 5 lugares no Parlamento. (Fonte: Lusa, Google)

– 05set2017 – Primeira Reunião Plenária do Governo.

– 15set2017 – O Governo toma posse, incompleto (11 membros?).

– 03out2017 – Tomam posse 20 membros do Governo (incluindo os 11 anteriores?)

– 17out2017 – Tomam posse 5 membros do Governo – Discurso do PM.

– 18out2017 (?) – Maior partido da oposição avança com aliança para evitar Eleições Antecipadas.

– 19out2017 – Apresentação do Programa do Governo

– 06nov2017 – Governo timorense envia o Orçamento Rectificativo ao Parlamento Nacional.

– 20nov2017 – A Oposição rejeita a urgência do Orçamento Rectificativo.

– 24nov2018 – O Governo apresenta o Orçamento Geral do Estado para 2017 no Parlamento.

– 27nov2017 (?) – Moção de censura ao Governo – Questão de Eleições Antecipadas.

– 10jan2018 e 1fev2018 – O Presidente da Comissão Eleitoral, Alcino Barris e PM Mari Alkatiri afirmam que o Estado, apesar de estar em regime de gestão e de duodécimos, tem condições para as Eleições Antecipadas: os custos serão menos de cinco milhões de dólares, que são metade dos 10 milhões de dólares previstos para as eleições de 2017.

– 26jan2018 – O Presidente da República, Francisco Guterres Lu-Olo, dissolve o Parlamento e anuncia Eleições Antecipadas. Mensagem do PR sobre a situação política em Timor L/L.

– 06fev2018 – Recenseamento para as Eleições Antecipadas no interior.

– 17fev2018 – Recenseamento para as Eleições Antecipadas na diáspora

– 22fev2018 – Campanha eleitoral, entre 10 de abril e 09 de maio de 2018.

– 13mar2018 – Validação de candidaturas partidárias em separado ou em coligação. Informações confusas, entre nossos contactos directos com o interior e os meios de comunicação do exterior, nomeadamente a Lusa. Os nossos cantactos afirmam que são quatro coligações AMP – (Aliança de Mudança para o Progresso: CNRT, PLP, KHUNTO)); , MDN – (APMT,PLPA, MLPM, Undertim);  MSD – (PSD,  PST, CASDT, PDC). FDD – (PUDD), UDT, FM, PDN).

Partido que concorrem separadamente: PR, PEP, KOTA, FRETILIN, ASD, PD.

– 05abr2018 – Os Chefes Tradicionais (Lia-Nain) dos 12 Municípios reúnem-se para definir os elementos centrais do ritual para celebrar os resultados das Eleições Antecipadas de 12mai2018.

Obs.:

  1. Dadas as dificuldades de comunicação com o interior, nomeadamente com o Governo, as datas e os acontecimentos podem não coincidir. Apesar de tudo, podem fornecer indicadores de como as coisas estão a acontecer e como vão terminar e ter um novo início.
  2. Barbedo Magalhães, no Volume III último, do seu Timor-Leste, Interesses Internais e Actores Locais, Edições Afrontamento, novembro 2007, pp. 867-948: apresenta uma riquíssima e sugestiva cronologia. Vale toda a pena completá-la com outras cronologias, continuando para trás e a partir daí. Agradeço, mais uma vez, a amizade e simpatia pela oferta desta sua valiosa e até polémica obra, que me tem servido como testemunho vivo de alguém que esteve no terreno nos anos da guerra civil fratricida e continuo a trabalhar para a causa em Portugal.
  3. Este é um parecer simples e ingenuamente pessoal e não em representação da Associação Timorense (AT) nem, muito menos, da PISCDIL (Plataforma Internacional da Sociedade Civil da Diáspora Lusófona).

(Cont.)  – 11. Saídas

11.1 –  Formação da Liderança Nacional e das Lideranças Sectoriais.

11.2 – A Constituição Nacional e sua revisão.

11.3 – PED 2002/11-2030 e 2002-2050/60.

11.4 – Regionalização e seu enquadramento nacional e internacional.

Obs.:

  1. Dadas as dificuldades de comunicação com o interior, nomeadamente com o Governo, as datas e os acontecimentos podem não coincidir. Apesar de tudo, podem fornecer indicadores de como as coisas estão a acontecer e como vão terminar e ter um novo início.
  2. Barbedo Magalhães, no Volume III último, do seu Timor-Leste, Interesses Internais e Actores Locais, Edições Afrontamento, novembro 2007, pp. 867-948: apresenta uma riquíssima e sugestiva cronologia. Vale toda a pena completá-la com outras cronologias, continuando para trás e a partir daí. Agradeço, mais uma vez, a amizade e simpatia pela oferta desta sua valiosa e até polémica obra, que me tem servido como testemunho vivo de alguém que esteve no terreno nos anos da guerra civil fratricida e continuo a trabalhar para a causa em Portugal.
  3. Este é um parecer simples e ingenuamente pessoal e não em representação da Associação Timorense (AT) nem, muito menos, da PISCDIL (Plataforma Internacional da Sociedade Civil da Diáspora Lusófona).

 

 

Fotos Albertoaraújo, mai-jun  /2016  (Aileu, Dili, Liquiçá, Maubara)

Sinais de um País em construção. Ninguém certamente pretenda que um país com apenas 16 anos de independência nacional esteja ao nível que os países irmãos lusófonos com mais de 40 anos.

Dili, memórias, 2002, 20014                      Estada Dili-Seloi, Aileu, em construção, mai-jun2016      

 

Aileu, mai-jun/2016        

 

Maubara, mai-jun/2016    

 

Liquisa, Mai-jun/2016   

 

 

Lisboa, 08 maio 2018

 

Alberto Araújo

Uma Lisan Laklo Mantelu, Seloi, Aileu, Timor Leste/Lorosa’e

 

 

 

 

 

Federação para a Paz Universal – FPU

Associação Internacional dos Parlamentares para a Paz – AIPP

Assembleia da República Portuguesa – 13-04-2018

 Em Ritual na Casa Sagrada, Uma Lisan Laklo Mantelo, set/2014

 

Tal como Diógenes de Sínope, andava eu a procura da Liderança Nacional e de Líderes Nacionais quando Dr. Sérgio Vieira me convidou para “International Leadership Conference”, organizada por Universal Peace Federation (UPF/FPU), Londres, Inglaterra, 7-9set2016.

Aceitei o convite a título pessoal e não em representação da PISCDIL (Plataforma Internacional da Sociedade Civil da Diáspora Lusófona ou, abreviando, Plataforma da Diáspora Lusófona), da qual sou Presidente da Direção. Foi-me, então, atribuída a honra e a missão de Embaixador de Paz.

 

“A FPU (Fundação para a Paz Universal) foi fundada pelo Ver. Dr. Sun Myung Moon  sua esposa Sra. Hak Ja Han Moon a 12 de setembro de 2005 como uma aliança global de representantes das religiões, académicos, política, sociedade civil e de organizações governamentais e não-governamentais para alcançar um mundo de paz. O seu objetivo é um mundo unificado no qual todos os membros da família humana vivam e trabalhem em harmonia, co-prosperidade e respeito mútuo, com um compromisso partilhado de cooperação através da boa governança.”

Em 13abr208, teve lugar em Portugal, na Assembleia da República, a Conferência Inaugural subordinado ao tema “Perspetivas par a Paz sustentável na Europa e no Mundo: a responsabilidade dos Parlamentares”. Teve como objetivo particular a fundação da ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DOS PARLAMENTARES PARA A PAZ (AIPP) em Portugal.

“Iniciado em Fevereiro de 2016 na Assembleia Nacional em Seul, Coreia, depois em Setembro de 2016 na Europa, no Parlamento britânico, o AIPP já foi lançado em mais de 70 países, com o apoio de parlamentares de todo o mundo. Muito recentemente, em Janeiro de 2018, convocado pela FPU no Dakar, Senegal, o AIPP foi lançado a nível continental, como parte da “Cúpula da África para a Paz, a Segurança e o Desenvolvimento Humano”, e contou com a participação de 1200 parlamentares, líderes religiosos e governantes tradicionais de todas as nações africanas.”

 

Para o conhecimento de todos os interessados, transcrevemos o Relatório do evento de 13abr2014, partilhado pelo Presidente Nacional da FPU, Dr. Sérgio Vieira e sua equipa:

 

OBRA CATÓLICA PORTUGUESA – LUSOFONIA NO MUNDO

O ORFEÃO DO SPORT LISBOA E BENFICA

Vai cantar, pro bono,  para os Lusófonos mais distantes e mais esquecidos:

Aqueles que Dr. Fernando de La Vieter Nobre e o investigador e escritor Joaquim Magalhães de Castro vão redescobrindo ou reencontrando por todos os recantos do mundo.

 Maestro José Eugénio Vieira, no Salão Nobre da Academia das Ciências de Lisboa, preparando o espaço

Que o pulular inumerável de iniciativas lusófonas – seminários, conferências, congressos, espectáculos, etc. – não se confinem às cidades ou às periferias, mas que possam chegar aos lusófonos mais distantes e mais esquecidos durante tanto tempo, através de séculos.

 

            

 

Que marquem a vossa presença e, enchendo o Salão Nobre da Academia das Ciências de Lisboa, façamos ver aos irmãos distantes e mais esquecidos que não nos esquecemos nenhum deles.

“SE OS OUTROS SE CALAM, CANTEMOS NÓS!”

 

 

LUSOFONIA EM DAMÃO E DIU – Pe. António Colimão

A Lusofonia em Damão e Diu, Silvassá e Kurlai

Pe. António Colimão

Assinatura de um dos Fundadores da PISCDIL – Plataforma Internacional da Sociedade Civil da Diáspora Lusófona ou Plataforma da Diáspora Lusófona

 

Conferência proferida em 14out2017, no Salão Nobre da Academia das Ciências de Lisboa

O PORTUGUÊS DE DAMÃO E DIU

 

Ex.mos Senhores:

Presidente de Academia das Ciências de Lisboa,

Muito Ilustre Prof. Dr. Artur Anselmo,

Presidente da Direção do PISCDIL,

Dr. Alberto Araújo,

Membros da Direção,  Sócios e ilustres convidados,

Amigos e Amigas:

 

UNS PENSAMENTOS:

1 – Linguagem, como também a faculdade de falar, é o maior Dom de Deus à Humanidade

2 – A Linguagem é a veste do Pensamento — Johnson

3 – Uma grande utilidade da fala é para esconder o nosso Pensamento – Voltaire

4 – Linguagens, como os nossos corpos, estão num fluxo contínuo e têm necessidade de se recrutar, para substituir as palavras que constantemente caem em desuso – Felton

 

Sublinhar 4 pontos:

 

  • A PISCDIL – Representante de Angola
  • A AFDDS (Associação Fraternidade Damão-Diu e Simpatizantes) – João Paulo Colimão
  • O Orador/Palestrante – João Paulo Colimão
  • O Tema «Lusofonia em Damão, Diu, Silvassá e Korlai» – Crioulo Asiático/Português – Pe António Colimão

 

A PISCDIL – (Plataforma Internacional da Sociedade Civil da Diáspora Lusófona) – com o presente projeto que, tendo começado por ser timorense, em 2010, passou a ser das diásporas das nove Países/Comunidades (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guine/Bissau, Moçambique, Portugal, S. Tomé e Príncipe, Timor, Guiné Equatorial, bem como a nossa ASSOCIAÇAO Fraternidade Damão-Diu e Simpatizantes, os territórios de Macau e igualmente a Região da Galiza (Espanha), a partir de 2013-

Tem por objectivo “A FORMAÇÃO EM LIDERANÇA NACIONAL E CIDADANIA».
1 – QUER  no âmbito de Formação Curricular  que será coordenada pela ACL.

  • – Quer pela vertente Não-Curricular que se baseia em DEBATES, coordenados pela PISCIDIL, i.e, a nível nacional ou de cada País;

 

2-   A AFDDS (Associação Fraternidade Damão-Diu e Simpatizantes)

ASSOCIAÇÃO FRATERNIDADE DAMÃO-DIU E SIMPATIZANTES

A AFDDS, a sigla do título, nasceu já há mais de 34 anos (1983), graças à «carolice» de alguns damanense (gente de Damão) e diuenses (de Diu) e gente de Silvassá, Nagar Havely, bem como de muitos amigos e Simpatizantes da nossa causa, todos residentes em Portugal.

O grande objectivo, entre outros, é PROMOVER, DIVULGAR, INSENTIVAR, MANTER, etc, a CULTURA INDO-PORTUGUESA, ainda bem viva, nestes territórios, que presentemente, embora dentro do Estado de Gujarate, está sob a Administração do Governo Central em Nova Delhi, conhecidos como UNION TERRITORY.
A língua falada pela população indú e muçulmana

é «gujarati», sendo o português pela comunidade cristã. O inglês está a entrar com força, não faltando outras línguas indianas e principalmente a língua oficial da Índia, o Hindi.
É admirável a convivência entre as diversas comunidades, com credos diferentes.
Portugal deixou uma marca indelével em Damão e Diu. Além de Monumentos, deixou a alma lusa, por isso, os cristãos teimam em falar e considerar o português, como sua língua materna e a Administração desses Territórios aceitam essa situação.

  • – Orador/Palestrante

ANTÓNIO DE OLIVEIRA COLIMÃO, natural de Silvassá, Nagar Avely, antigo Estado da Índia Portuguesa, que era um dos dois Concelhos do Distrito de Damão, do Antigo Estado da Índia Portuguesa, hoje, pertence à Union Territory, juntamente com Damão e Diu, administrados pelo Governo de Nova Delhi, India.

Estudou as primeiras classes em Damão e Silvassá, onde estudou canto e música, bem como as línguas: Guzarate, Hindi e Inglês.

Em 1952 ingressou no Seminário Menor da Sociedade Missionária do Pilar em Goa, onde fez os estudos liceais, filosóficos e teológicos, tendo sido ordenado sacerdote, em 2 de Dezembro de 1964, em Bombaim, quando o Papa Paulo VI, hoje Beato, visitou Índia.

Teve um tirocínio pastoral teórico, em Bombaim, e a seguir fez uma rica experiência entre os aborígenes, durante 6 meses, em Orissa.

Estou Ciências Políticas na Universidade de Karwar e, durante 6 anos foi Professor de Canto e Música no Seminário Menor e Seminário Maior do Pilar, em Goa.

Em Junho de 1970 chegou a Portugal, tendo trabalhado na pastoral em Ajuda e Carcavelos, como assistente. Em Outubro de 1983, foi nomeado Pároco de Cruz Quebrada (até 1992).

Foi em Cruz Quebrada, onde, com alguns leigos de Damão e Diu, fundaram a AFDDS.

Em 1992 recebeu a tarefa de ser Pároco/Prior de S. Francisco Xavier, Lisboa, onde construiu a emblemática e polémica Igreja de S. Francisco Xavier no Restelo, em forma de Caravela. Trabalhou até 2016!

 

 

  • O Tema «Lusofonia em Damão, Diu, Silvassá e Curlai» – Crioulo Asiático/ Português falado nesse mundo-

O PORTUGUÊS DE DAMÃO E DIU

         Começo com um excerto do conhecido e douto estudioso dos crioulos e ramificações que a língua portuguesa deixou em todo o mundo por onde passou, Mons. Rodolfo Dalgado. Embora esse ilustre mestre nunca tivesse estado em Damão, nem ouvido falar a língua damanense, (segundo a sua afirmação de que «não tendo nunca estado em Damão, nem ouvido falar o seu crioulo») com a colaboração de amigos e entre outros, o Dr. António Francisco Moniz, Mons Dalgado cita o dr. José Leite de Vasconcelos que analiza gramaticalmente a fábula na sua tese doutoral – Esquisse d’u Dialectologie portuguese – onde diz: «ce n’est  que celle-ci qui est en vrai créole».

Há anos rabisquei uns considerandos sobre o Português de Damão e Diu.

Em Damão é conhecida como:

  1. a) «Língua de Badrapor» por ser falada principalmente pelos cristãos portugueses (gente das bandas de Tarapor, donde provavelmente teria nascido esse termo), de então, que fugiram das perseguições dos Maratas e que foram acolhidos em Damão.
  2. b) Também, tinha um outro nome, «ÓSS-DÓSS» (VOSSA MERCÊ- DE VOSSA MERCÊ), mais coloquial e com certos laivos de complexo social, pois, muitas famílias não só não falavam esse português, como não permitiam que as crianças assim falassem .

Um dado curioso, aconteceu após a invasão das Tropas Indianas, pois, pouco a pouco, toda a gente começou a falar esse português, sem qualquer complexo, de algum modo transformando-o em língua franca entre os cristãos e alguns não cristãos. Igualmente curioso ou maravilhoso acontece, com muitas famílias damanenses e diuenses, da nova geração, espalhadas pelo mundo e que não têm estudo da Língua de Camões, porém em casa falam o «Óss-Dóss», e até as crianças que, na Escola, estudam o inglês ou outra língua oficial, em casa, com os pais, irmãos e familiares se exprimem com muita facilidade.

Não há muito, um jovem damanense que esteve, apenas 2 meses em Lisboa, para um curso de português, ministrado pelo Instituto de Camões, e que quando cá chegara tinha dificuldade em se exprimir corretamente, pois regressou a Índia, falando muito bem o português e, hoje, é um dos professores de português em Damão! Naturalmente, isto se explica pelo facto de a língua damanense ter a raiz e a génese da Língua Portuguesa!

Como referi atrás ainda hoje os cristãos falam, rezam e cantam na Língua de Camões e seguem com interesse a RTP Internacional, único elo de ligação, com Portugal e sua Cultura, que muitos responsáveis deste País ignora! Já ouvi um jovem padre jesuíta de Damão a fazer um lindo sermão para a Véspera da Nossa  Senhora do Mar.

Não tenho conhecimento que alguém tenha começado a escrever, neste dialeto/língua, a não ser missiva familiar de alguns damanenses em diáspora. Muitos jovens casais que não tiveram a sua formação em português continuam a falar e escrever aos avós e pais que gostam de ler e de ouvir na nóss líng.

Antes de mais, permitam-me que eu acrescente ao título desta Palestra/Conferência- O Crioulo de Damão-Diu –, acrescentando, Silvassá e também Korlay .

SILVASSÁ, Vila onde nasci e cresci, capital do Concelho de Nagar Avely, porque fez parte integrante do antigo Estado da Índia Portuguesa, sendo um dos dois Concelhos que formava o Distrito de Damão. Como tal, a maioria da população que lá vivia era oriunda de Damão e consequentemente a língua dos cristãos era o português falado em Damão.

Como é de nosso conhecimento Nagar Aveli, só fez parte do Antigo Estado da Índia Portuguesa, no Século  XVIII, pelo Tratado de Marata.

 

KURLAI –

Não fica muito distante da Metrópole BOMBAIM, cerca de dezenas de Km, e igualmente do Antigo BASSAIM (hoje, Vasai) que pertenceram Às Praças de Norte,O português de Korlai é uma língua crioula baseada no português, falado por cerca de 1.000 cristãos em uma área isolada ao redor da aldeia de Korlai no Distrito de Raigad do estado de Maharashtra, na Índia.

A vila fica na foz do rio Kundalika, em frente as ruínas de um grande forte português, que está localizado no Revdanda.

Breve comparação entre o português e o Crioulo de Korlai

Português Crioulo de Korlai
Muito obrigado Muit’obrigad
Eu Yo
Vós Wo
Você Usé
Ele/ela El
Nós No
Vós outros Udzó
Eles outros Eló
Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez ũ, doy, tre, kwat, sink, sey, set, oyt, nob, dey
Primeiro, Segundo Primer, Sigun
Toda a gente come e bebe com fartura Tud gent cumen beben tem fart

Crioulo de Korlai:

Maldita Maria Madulena,
Maldita firmosa,
Ai, contra ma ja foi um Madulena,
Vastida de mata!

Tradução para o português:

Maldita Maria Madalena,
Maldita Formosa,
Ai, contra Minha Vontade foi uma Madalena,
Vestida de mata! _____________________________________________________________________

Desde sempre fui um apaixonado de tudo o que é antigo, e como tal, também deste acervo linguístico que os portugueses de antanho nos legou, espalhados por 4 cantos do globo terrestre. São centenas de espécimen, espalhadas pelo mundo com suas variedades e nuances locais que mais embelezam e enriquecem a portugalidade. Nem toda a gente compreende esta riqueza e beleza que o povo português dessas localidades muito distantes do Continente Português criaram este elo de ligação, entre portugueses de antanho e os da terra local. Por isso, sou apenas um curioso, um apaixonado e não um «linguístico» na verdadeira aceção da palavra. ALIÁS, numa visita de trabalho com os membros da PISCDIL, no Edifício do Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Lisboa, em março, após o meu regresso da Índia, segredei ao ilustre amigo Dr. Araujo que não me importava partilhar com a PISCDIL a experiência da minha estadia na india, cerca de 2 meses e meio, em Goa, Diu, Damão, Nagar Avely e Bombaim.

Em Damão estive cerca de 1 mês meio, 16 dias em Goa e 5 dias em Diu.

DAÍ nasceu este acontecimento de eu partilhar com V. Excias esse meu viver por essas bandas.

Quer por causa das minhas limitações, pois não há muito tive 3 intervenções cirúrgicas, quer para não vos maçar, após uma semana de trabalho, resolvi suavizar esta minha intervenção, pedindo colaboração dos sócios da AFDDS.

POR ISSO, não será monocórdica a minha intervenção:

João Paulo Colimão, fará uma apresentação breve, sobre o que é a PISCDIL, até porque, desde a nossa adesão à essa Plataforma Internacional, ele acompanhou em nome da nossa Associação. Igualmente fará uma descrição da AFDDS, nossa Associação e, por último, uma palavras sobre o Orador.

  1. Faremos uma breve projeção de extratos de vídeos, feitos em Damão, Índia, bem como de um grupo de damanenses, residentes no Reino Unido, em Peterborough, onde presentemente se encontram radicados e fazem da língua damanense o veículo diário de comunicação, entre familiares, vizinhos e amigos, mantendo vivo o Óss-Dóss!

Uma oportunidade única para nós ouvirmos falar essa língua de Camões, falada desde o século XVI e que se matem viva ainda!

  1. Uma breve dialogo entre 3 ou 4 pessoas residentes na Área de Lisboa e não se esqueceram da sua língua mãe!
  2. Leitura de 2 textos meus, escritos em 2008 e 2009, Manuel Couto e Ofélia Fernandes!
  3. Não sou especialista nesse falar, porque, em criança, éramos proibidos de o fazer, para evitar erros de ortografia, no estudo primário. MAS, TENTEI e até foi apreciado por alguns estudiosos e linguistas.

 

 

 

Um Mini-Coro, formado à pressa, do Côro «GOA, DAMÃO,DIU», braço cultural da nossa Associação. Iremos cantar cânticos de Damão, de Diu, de Silvassá, de Macau, de Timor, e também uma pequena amostra de Alentejo e de Coimbra.

 

1ª Parte de atuação do Mini-Côro da nossa ASSOCIAÇÃO-«GOA, DAMÃO-DIU»

6 pequenas canções.   

 

DAMNESE,

Ieu num sabe come iscrevê na noss ling de Damão, «óss-dóss» ô ling de «Badrapôr» !

Ôje é «Dí Mundial de Damão» porquê Gô tê celebrand «World Goa Day», Di quê illôt ganhô Estado Separado e Konkanim ficô ling oficial. PARABÉM pâ Goa!

Ki bom celebrá Di de Damão. Bam conservá noss cultur! Mâj cultur nã é só falá de ispetad de Damão, de bumbli assad cô sur, nem cantá Ai, Luzi, Luzi ô Dampaca, Dampuca, muit men falá de saudad e viva Damão… SIM é tud esse, maj un coisa ki faz um damnense é noss ling –óss-dóss- ! Muint gent tê vengonh pâ falá noss ling, num di de Fest, de Casment, tê chaman alguém pâ falá «High english» ô purtuguez fin e rebuscad. Un Poet portuguêz, Fernando Pessoa, iscreveu: «Minha língua, Minha Pátria»…

Damnense ki tê vivend em Damão ô Silvas, em Bombaim, em Gô, em Diu, ô em qualquer part de Índia, maj, ôge em di, muit gent, damnese, tê vivend na Autrália, na Macau, na América, no Brasil, na Ingaterra, em Petersborugh, Leicester, London, etc, na Angola, na Moçambique, na Portugal, e quemsab ond, ond mais! Istudô ôtra ling, djá é siõ dotor ô dotora, maj, dent de caz tê falan óss-dóss, cô su marid/mulher, cô su bich fin ô nigrinh. Puriss, nã é só gent velh ki tê falan ling de Badrapôr. É precis tirá êss vengonh de car e cumeçá falá e até iscrevê.

Ulhá, gent jóve, ussez ki tê iscreven num Net, num Blog, purkê tê med de iscrevê na noss ling , óss-dóss?

Ulhá, damnense, rapaziad e baizinh, ieu num ker istragá ess Dia Mundial de Damão, Muit Parabem pâ tod aquel gent ki mixeu ess gent de Damão, maj é pricis cumeçá pensá nu Di de Damão ki  Damão sempr tê celebrand: 2 de Fevrer, Fest de Noss Sinhora de Candei.

 

VIVA DAMÃO – Ó Damão, ò Damão!!!

Pe António Colimão – 2008

 

BÔ FEST E UM SANT NATAL!

Io sáb ki pã nóss gente de Damão, Miss de Natal, de Mê Nôt ô de Gál ninguém pod faltá!

PARABÉNS DAMNENS, porq pâ ucêz, Miss aind é tudo e  muit importante. Dipôi tê vind tôd algri de Natal:

Visti rôp nôv-nôv, istrel na port da nóss caz, music de «silent night», kumid-kumid, dôss-dôss…«tê vind àg na bôk, kand tê lembrand de xacutti de gál, sarpatel de pôrk, carn assad de vak, bulinh de cabrit, ôtr-ôtr nóss kumid: de pôrk, de cabrit, de galinh, caril de peixe e kontidad de dôss-dôss: de granv, de comblenh, de bób, de neuvris, bôrô de rulanv, aranh de céu, dódól, cake, robin cake, cârl-cârl, bulinh assucrad e tant coiz mái!

Tud êss é muit bunit e num pod dixá perdê nad, minh gente! Masj cuidad! Dipoi de Natal nóss tê kê pensá ki nóss vid de cristanv num pod sê como de ginti: kon brig~brig, kô invej, kô bebder e tant coiz ruim… È bom lembrá ki dipoi de kumungá, nóss kurassanv tê ficand kom verdeder Prisép!

Mimin Jezuz tê nascend num kurassanv nóss!

 

BÔ FEST, SANT NATAL e um FELIZ Ann Nôv.

 

Pe António Colimão

Lisboa, Natal de 2009

 


MESTIÇAGEM – Rêssonância dos PRÓS e CONTRAS

Foi rica essa experiência. Porém, sendo um tema de tão grande abrangência de portugalidade, deu a impressão de que, nem toda a gente está aberta a essa riqueza,que os portugueses de antanho espalhou pelos quatros cantos do mundo. Riqueza essa que ultrapassa todos os limites do território national, criando laços indeléveis entre os vários povos, hoje, com suas Bandeiras e seus Hinos, quiçá,falando outras línguas, mas que um filão do sentir português, umas vezes através da língua lusa, outras vezes de marcas culturais que séculos não conseguiram apagar!
Felizmente, existe uma rede de pessoas empenhadíssimas em querer unir as pontes dessa imensa teia de portugalidade, de mestçagem, da Alma Portuguesa, espalhada pelo mundo fora: Lusofonia e Cultura que ainda tem umprofundo sentir no Brasil, em Angola, em Moçambique, Guiné, Cabo Verde, Timor, Macau, Tailandia, Malaca, Ormuz, Goa, Damão, Diu, Bassaim, Curlay e outros tantos lugares, alguns até desconhecidos de nós.

 

ALMA DA PÁTRIA OU MESTIÇAGEM

Este tema foi objecto de discussão no conhecido Programa «Prós e Contras» da RTP, apresentado pela Dra Fátima Campos. Tive o prazer de fazer parte das 6 pessoas escolhidas para esse debate que, mesmo antes da sua realização, os lusófonos do Brasil, Índia, Macau, Angola, Moçambique e outras partes do mundo, com «alma lusa» estiveram atentos a esse Programa. Naturalmente, pertence aos telespectadores avaliar como decorreu essa conversa.
Gostei do tema, mas não sei se entre nós, em Portugal, temos consciência deste fenómeno chamado «portugalidade», fenómeno esse que ultrapassa os limites do nosso território e da nossa Bandeira, do nosso Hino Nacional e mesmo da nossa Língua…! Algo inexplicável que leva um singalês no Ceilão, na Tailândia, na Índia, mesmo fora de Goa, Damão e Diu, e noutra partes do mundo a considerar-se «português»… O que é este SER-se e SENTIR-se português? Podemos querer tentar explicar, mas SÓ e SOMENTE esses irmãos e irmãs que vivem milhares de quilómetros distantes de nós, hoje e há alguns séculos, sem grandes ou nenhumas ligações, com Portugal, poderão dizer-nos o que eles sentem…!
MESTIÇAGEM de mestiço, palavra essa que soa a colonialismo, palavra que deu espaço, para ser desprezado ou desprezar, para se sentir superior ou ser inferiorizado, conforme o sítio ou o tempo…!
Porém, a abordagem deste tema leva-nos a qualquer coisa mais profundo, mais transcendental, fazendo-nos reflectir, como a influência de um povo ou de uma nação – mesmo que ela seja tão pequena, como Portugal, pode perdurar séculos, nos povos e lugares longínquos, influenciando ao longo de gerações!
Haverá quem discorde deste fenómeno, tentando dar outras explicações. Intelectuais ou pseudo intelectuais, historiadores ou pseudo historiadores terão outras opiniões. Apenas constato a realidade nua e crua! E lamento que a Nação Mãe, o nosso Portugal, qualquer que tenha sido as motivações políticas no passado, hoje, uns quase que ignoram essa riqueza espiritual, outros até se envergonham desse passado que até muitos estrangeiros o classifiquem como glorioso e que, no entanto, os nossos governantes não dão prioridade nas suas agendas…!

Aliás, como verifiquei na minha viagem com o Senhor Primeiro Ministro, Dr. António Costa para Índia, integrada num séquito dos indu-portugueses na Diáspora, o maior interesse, quer da parte de Portugal, como também da Índia era transações económicas…!
(AOC)

 

DIA DE CAMÕES e os LUSO-DESCENDENTES de todo o Mundo

2ª Parte da intervenção do Coro «GOA, DAMÃO, DIU»

UMA EVOCAÇÃO JUNTO AO TÚMULO DE CAMÕES
Erguei, vate Lusitano, grande épico,
Vulto ainda hoje venerado e respeitado,
Não só no Mundo Lusófono,
Mas também por aqueles que sabem
Penetrar e admirar os feitos dos outros povos.
Por isso, génio imortal, se me é permitido pronunciar,
Erguei do vosso túmulo, estilhaçai a gélida mármore
Que esconde os vossos restos mortais,
Preciosíssimas relíquias da gloriosa alma lusitana;
Dai novo alento a este povo que outrora singrava,
Em frente das grandes Nações e Impérios,
E que hoje luta para não ficar na cauda da Europa;
Percorrei novamente as Terras d’ além Taprobana
Que as vossas sublimes e eternas estrofes encantavam
E encantam as gerações dos séculos.

Como um Luso – descendente permitam – me citar
o Cant. VII, est. XXV do Poeta que aqui jaz:

… Quem te trouxe a est’outro mundo,
Tão longe da Tua pátria lusitana?
Abrindo, lhe responde, o mar profundo.
Por onde nunca veio gente humana,
Vimos buscar do Indo o grão corrente,
Por onde a Lei divina se acrescente

e, ainda, como um luso – descendente da Índia, Damão,
e a respeito das suas muralhas Camões cantou:

O muro de Damão soberbo e armado
Escala, e primeiro entra a porta aberta.
Que fogo e frechas mil terão coberta.
( e tenho dito)

Pe António Colimão

 

HINO DA AFDDS – «RIO SANDALCÁLO» – Coro «Goa,Damão Diu»

2º Debate à Distância, 24mai2019- Liderança da Nação e “A Lusofonia e a Saúde num Mundo Desigual”

Ver Youtube:  https://liderancanacionalprofissional.timor-diaspora.org/agenda/?event_id1=573

 

Prof. Doutor Fernando de La Vieter Nobre – AMI

É com especial honra e orgulho que agradecemos ao Fundador e Presidente da AMI, Prof. Doutor Fernando de La Vieter Nobre, por ter aceite ser dos primeiros Fundadores da PISCDIL – Plataforma Internacional da Sociedade Civil da Diáspora Lusófona ou Plataforma da Diáspora Lusófona.

Ao prestar serviços em todo o mundo, serviços do bem precioso, comum e universal, que é a SAÚDE, representa a imagem e a palavra das Comunidades Lusófonas: as denominadas CPLP , ou que preferimos com mais propriedade chamar CPLL – Comunidades dos Povos de Língua Lusófona. Consideramos que “Língua Portuguesa” é o Português falado e escrito pelos portugueses; “Língua Lusófona” é o Português falado e escrito pelas comunidades lusófonas, tanto Comunidades/Estados como comunidades que vivem e trabalham em todos os recantos do mundo: Goa/Damão/Diu, Macau, Galiza (enquanto ligada à génese da Língua Portuguesa e à posterior génese da Língua Lusófona) e, também e enfim, aqueles que o investigador e escritor Joaquim Magalhães de Castro, chama no seu livro: “Os Filhos Esquecidos do Império”

Se há “filhos esquecidos dos Império” e “filhos esquecidos da República”, que nunca venham a viver pelos mais longínquos recantos do mundo “filhos esquecidos das novas Comunidades/Estados ou de outros tipos de comunidades lusófonas. 

São certamente tais “filhos esquecidos do Império” e “filhos esquecidos das novas repúblicas lusófonas” que o Fundador e Presidente da AMI e Fundador da PISCDIL acarinha nas suas viagens pelo mundo. Não são viagens de turismo, (dado que estamos no Ano Mundial do Turismo, promovido pela ONU/UNESCO), mas, sim, viagens de serviço à humanidade.

Os profundos agradecimentos ao Prof. Doutor Fernando de La Vieter Nobre por ter aceite proferir a presente Conferência de 03nov217, subordinada ao Tema “A Lusofonia no Mundo” , testemunhando a sua experiência humana e lusófona. É certamente o testemunho de quem conhece ou se encontra frente à frente e abraça os lusófonos pelo mundo, mais do que qualquer político dos Partidos que se vão alternando na governação da Nação.

 

     

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Fernando José de La Vieter Ribeiro Nobre é Doutor Honoris Causa pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa desde 2001, Professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, regente da disciplina “Medicina Humanitária”, e Académico Correspondente da Academia Internacional de Cultura Portuguesa.
Foi administrador dos Médicos Sem Fronteiras – Bélgica e fundou em 1984, em Portugal, a AMI – Assistência Médica Internacional, à qual ainda preside. Participou como cirurgião em mais de duzentas e cinquenta missões de estudo, coordenação e assistência médica humanitária em mais de setenta países de todos os continentes.
Nasceu em Luanda em 1951. Em 1964 mudou-se para o Congo e, três anos mais tarde, para Bruxelas, onde estudou e residiu até 1985, altura em que veio para Portugal, país das suas origens paternas. É Doutor em Medicina pela Universidade Livre de Bruxelas, onde foi Assistente (Anatomia e Embriologia) e Especialista em Cirurgia Geral e Urologia.
Foi membro do Conselho Geral da Universidade de Lisboa e do Conselho Geral da Universidade da Beira Interior. Foi Professor Convidado dos cursos de Mestrado e Pós-Graduação na Universidade Autónoma de Lisboa e no Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna e conferencista no Instituto de Estudos Superiores Militares.
Tem 7 livros publicados.
Em termos associativos:
– é cofundador do Fórum para a Paz;
– foi presidente do Conselho de Curadores do Instituto da Democracia Portuguesa (do qual já foi presidente da Assembleia Geral);
– foi Presidente e Vice-Presidente da Plataforma Portuguesa das ONGD;
– é Presidente da Assembleia Geral da Associação Tratado de Simulambuco, da qual também é cofundador;
– é sócio-honorário e ex-presidente Honorário do MIL (Movimento Internacional Lusófono)
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– é patrono da Fundação Burgher Portugal – Sri Lanka; do agrupamento nº 900 dos Escuteiros de Monte Abraão, dos Escuteiros de Aveiro, da APARECE (Instituição de Apoio a Adolescentes em Risco) e da Fundação As Crianças são o nosso Futuro (Ucrânia);
– foi vogal do Conselho Fiscal do CAVITOP – Centro de Apoio a Vítimas de Tortura;
– é membro da Associação para a Promoção e Dignificação do Homem, da Real Sociedade de Cirurgia (Bélgica), da Associação Europeia de Urologia, da Associação Portuguesa de Urologia, da Sociedade Portuguesa de Autores, da Sociedade de Geografia de Lisboa e sócio do Grémio Literário;
– é membro da Comissão de Honra de Homenagem a João XXI;
– é sócio honorário da Associação Académica da Universidade de Aveiro;
– é co-fundador e sócio do Hospital Particular do Algarve;
– é sócio honorário do Lions Clube de Portimão.
Ordens Honoríficas:
– Oficial da Legião de Honra – França
– Grande Oficial da Ordem do Mérito – Portugal
– Cavaleiro da Legião de Honra – França
– Cavaleiro da Ordem Nacional do Leão – Senegal
– Cavaleiro da Real Ordem da Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa – Casa Real Portuguesa
– Grã-Cruz da Ordem Diocesana de S. Tomé – S. Tomé e Príncipe
– Grã-Cruz da Ordem de “La Couronne” – Casa Real do Ruanda
– Real Placa do Leão – Casa Imperial da Etiópia
Recebeu vários prémios e distinções em Portugal e no estrangeiro, incluindo o primeiro prémio da Associação Europeia de Urologia; a medalha de ouro dos Direitos Humanos, da Assembleia da República Portuguesa; a placa da Presidência da República do Líbano (entregue pelo General Émile Lahoud); e a insígnia de Grand Marshal do Estado de New Jersey (EUA), nas comemorações do Dia de Portugal. É Cidadão de Honra da Câmara Municipal de Cascais, Cidadão de Mérito da Câmara Municipal de Portimão, detentor da Medalha de Honra e Cidadão Honorário da cidade de Vila Nova de Gaia, Embaixador da Boa-Vontade da Ilha de Gorée (Contra a Escravatura), no Senegal e Embaixador do Condomínio da Terra.

TURISMO E CIDADANIA MUNDIAL

Instituto de Estudos Académicos para Seniores Adriano Moreira – Academia das Ciências de Lisboa

Com patrocínio da UNESCO/ONU

      

 

Hoje reinicia o Ano Académico do Instituto de Estudos Académicos para Seniores Adriano Moreira (IEAS) da Academia das Ciências de Lisboa (ACL).

O Ciclo Temático, que vai ocupar todo o mês de outubro e termina em 09 de novembro/2017: TURISMO E CIDADANIA MUNDIAL.

Liderança Nacional e Cidadania são as duas pernas para que se possam pôr em pé, caminhar e construir a paz de forma estável tanto cada Nação como qualquer Nação do mundo. É nesta  firme e persistente convição que unem as  suas sinergias Timor Leste Lorosa’e, desde 2010, e, desde 2013,  as restantes  Comunidades/Estados e as comunidades lusófonas espalhadas por todos os recantos do mundo, entretanto representadas por Goa/Damão/Diu, Macau e Galiza (Academia Galega da Língua Portuguesa).

Para todos os interessados, tanto nesta temática como no Projecto de Formação em Liderança Nacional e Cidadania,  a PISCDIL (Plataforma Internacional da Sociedade Civil a Diáspora Lusófona) publica aqui o PROGRAMA:

Da Cidadania Nacional à Cidadania Mundial: em que condições se torna real esta transição? 

A Direcção da PISCDIL

Alberto Araújo, Presidente

 

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