Internacionalização

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Liderança Profissional da Nação – Damão e Diu

Liderança Profissional da Nação vs Liderança Amadora da Nação

  • Debate à Distância

  • TEMÁTICA: Liderança Profissional da Nação

  • DATA: 30 DE MAIO DE 2020.

  • HORA:  11h00 de Portugal e horas correspondentes das Comunidades Lusófonas.

  • LOCAL: ZOOM – Videoconferência, com capacidade para 100 participantes, para mais de duas horas de duração.

  • COMO PARTICIPAR: Cada interessado receberá, através do seu email pessoal: Link, ID e Senha

Membro Fundador e Vice-Presidente da PISCDIL por Damão e Diu

Pe. António Colimão

 

Texto/Síntese da sua Comunicação, 5 (cinco minutos). Será publicado, logo que possível, O Texto Completo, sem limitações de páginas ou palavras. Estará à disposição dos interlocutores para quaisquer questões sobre a temática.

 

“LIDERANÇA PROFISSIONAL DA NAÇÃO”.

Não obstante, a minha formação académica, quer Filosófica/Teológica, para o Sacerdócio Católico, e quer, a seguir a essa Formação, eu tenha também deambulado pelas Ciências Políticas na Universalidade de DARWAR, em Belgaum, ÍNDIA, por um princípio, assumido, desde o início do meu Sacerdócio – o de não me emiscuir na Política, – envolveu-me, de uma couraça de proteção que ajudou muito na minha vida Pastoral!
Isso não quer dizer que me tenha alheado da política, visto considerar o ser humano ,”um animal politico”! Como cidadão do nosso mundo democrático, sempre fiz a minha leitura política, exercendo sempre o meu direito e dever cívico!

NÃO é tarefa fácil liderar, não só um grupo de pessoas, e, muito mais, uma Nação, para o qual se exige não apenas altas qualificações, espertezas ou pertencer a esse ou aquele grupo político!

O Mundo sempre teve figuras que deram exemplo de bons “Lideres” e a História regista com orgulho os seus nomes, pois conduziram com sabedoria os Povos, como também pessoas que foram um DESASTRE para esses Países, quer levando-os à Formas Ditatoriais, amordaçando e tirando toda a Liberdade ao Povo! Infelizmente continua a haver, hoje, governantes, com essas características!!!

EXISTEM, no Mundo Democrático, muitas maneiras de adquirir profundos conhecimentos, Escolas e Cursos de Formação, para que NÃO FAÇAM PARTE DOS GOVERNOS ou LÍDERES – amadores, “paus mandados” a soldo dos Grupos Politicos, quer sejam da Direita ou da Esquerda – pessoas ávidas de PODER, de PRESTIGIO/NOME ou de Dinheiro. Infelizmente, SOMOS NÓS QUE ESCOLHEMOS ESSAS PESSOAS…!!!

Deixo aos outros intervenientes deste Painel um desenvolvimento clássico e permitam-me que vá buscar um exemplo bíblico que os Actos dos Apóstolos nos relatam (Act.6,3)…!
Uma crítica interna, logo no início da Igreja nascente, por haver alguma descriminação no serviço diário das viúvas helenistas ou de influência grega, levou os Apóstolos a criar um órgão de ajuda ou Diaconia, escolhendo 7 pessoas, com 3 grandes qualidades:
“BOA REPUTAÇÃO, CHEIOS DO ESPÍRITO SANTO E SABEDORIA” !
Estas 3 vetores incluem tudo o que é de bom num Lider, como também excluem o que é prejudicial !

Dai, TELEGRAFICAMENTE direi que um LIDER tem de:
A) ESCOLHER uma Equipa de Homens/Mulheres competentes e inteligentes;
1) ESTIMULAR e ABRIR novos caminhos para a sua equipe produzir resultados e alcançar sucesso.
2) Liderar pelo exemplo
3) TER inteligência coletiva e emocional
4) Saber tomar decisões
5) Saber reconhecer os méritos da sua Equipa
6) SABER DIALOGAR com os Parceiros e também com a OPOSIÇÃO
7) Reconhecer os limites pessoais.

Pe António de Oliveira Colimão
Restelo, Lisboa, 21 de Maio de 2020.  

LIDERANÇA PROFISSIONAL DA NAÇÃO – Timor Leste/Lorosa’e

 

LIDERANÇA PROFISSIONAL DA NAÇÃO

Em Ritual de Umalisan, na nossa Casa Sagrada Laklomantelo, ago-set2014

 

“É necessário e urgente formar a nova liderança”: foi assim que, em 2010, D. Basílio de Nascimento, Prelado da Diocese de Baucau, nos solicitou para a Diáspora assumir este DESAFIO nacional. Foi a decisão tomada pelo Estado, pela Igreja e pela Sociedade Civil, no seguimento de um conjunto de “retiros”/encontros realizados em Maubisse, no sopé de Ramelau/Tatmailau(Avô Mailau), a mais alta montanha lusófona.

“Formar a nova liderança” implica, naturalmente, o triângulo de formação: 1. Formar a Liderança da Nação; 2. Formar as Lideranças Nacionais; 3. Formar o cidadão/Cidadania.

A partir de 2013, esse desafio passou a ser assumido, sucessivamente e em primeira pessoa, pela Diáspora Lusófona representada pelas nove Comunidades/Estados e por Goa/Damão/Diu, Macau e Galiza – Pró-Academia Galega da Língua Portuguesa. Em 19-21 de novembro de 2015, no Salão Nobre da Academia das Ciências de Lisboa, fundaram a PISCDIL – Plataforma Internacional da Sociedade Civil da Diáspora Lusófona – constituindo-se como plataforma de ligação entre a diáspora e o interior das Comunidades/Estados e das comunidades lusófonas espalhadas por todos os recantos do Mundo.

A cada um dos membros da Vice-Presidência da PISCDIL e a cada representante do interior das Comunidades Lusófonas caberá a decisão de apresentar a sua perspectiva pessoal, ao assumir, então-hoje-futuro,  o exemplar compromisso, e pro bono, de, em primeira pessoa,  concretizar este mais alto e nobre desafio: “Formar a Liderança da Nação e formar as lideranças nacionais, com o SONHO de tornar a LUSOFONIA UMA POTÊNCIA MUNDIAL”.

“Liderança Profissional da Nação” constituirá o centro da partilha de perspectivas pessoais das Vice-Presidências da PISCDIL, através de ZOOM, neste próximo dia 30 de maio, dado que que, em virtude da presente pandemia, foi   adiado para 24abr2021 o agendado Debate à Distância em torno de “Gestão de Instituições de Ensino Superior” e a Liderança da Nação, por Rodrigo Lourenço, Instituto Politécnico de Setúbal (IPS).

Da minha parte, falarei simplesmente do genuíno SONHO dos nossos povos de Timor Leste/Lorosa’e. Ou, mais concretamente, vou-me limitar ao Modelo Ancestral Mamba’e de Liderança da Nação, aquele que continuou vivo e actuante durante os mais de quinhentos anos da presença portuguesa/cristã e indonésia e que continua inegavelmente vivo, hoje/2020, apesar de intentos neocolonialistas ou autocolonialistas de alguns agentes da actual fase de refundação da nossa milenar História.

A experiência pessoal, desde a infância até ao presente, responde-me às questões: “Como é que o modelo ancestral de Liderança da Nação continuou vivo e operante até ao presente?” “Continuar vivo hoje e para o futuro significa pretender continuar um povo primitivo, à margem das nações mais avançadas e bem-sucedidas?” Paralelemente aos múltiplos paradigmas dos outros povos, com os quais tenho a dita de poder conviver, tenho optado sempre pelo essencial do conjunto de visões que me foram transmitidas pelos nossos antepassados de geração em geração. Como? – Ser-eu-mesmo, sendo-outro/outros. Quanto mais e melhor conheço os outros (pessoas e povos) mais vejo que somos iguais no essencial e que nos diferenciamos apenas no acidental, isto é, nas FORMAS de pensar, agir, etc.

 

  1. Formar a Liderança da Nação

Sempre Nações e aborígenes/selvagens, antes da chegada dos portugueses à Ilha, os habitantes já estávamos organizados em RINOS.

  1. Ximenes Belo, “Os Antigos Reinos de Timor”, p. 17, cita um cronista de 1522:

“O cronista da nau Victoria, da Armada de Fernão Magalhães, o italiano Francisco António Pigafetta, já mencionara nomes concretos de reinos na Ilha de Timor. (Parágrafo) Na sua crónica relata que, em 1522, tinha chegado à costa norte de Timor. Depois de ter estabelecido contactos com os chefes de Amaban e Balibó, a nau dirigiu-se para a costa sul, onde ele anotou a existência de dois reinos de Oebic, Cabanaza (Camanassa), Suai e Lichosam.” (Parágrafo) Sobre o ambiente (do encontro com o chefe de Amaban) Pigafetta  percebeu que o chefe vivia luxuosamente, servido por numerosas servas nuas, todas adornadas com brincos de ouro com ‘borlas de sede pendentes, bom com amuletos de ouro e bronze’, e percebeu que os homens exibiam ainda mais jóias de ouro que as mulheres”.

Nasci muito próximo do início da segunda guerra mundial, cresci e fui educado num duplo ambiente político, onde Portugal tinha passado de Monarquia para República, mas nós continuámos no ancestral regime de Monarquia electiva. Fui vendo, sentindo e aprendendo que herdávamos coisas dos nossos antepassados, dos mais próximos aos mais longínquos do in illo tempore; que tínhamos uma própria visão antropogénica/lógica e cosmogénica/lógica, com base nas quais: organizávamos o tempo e o espaço, do material/físico ao imaterial/metafísico; configurávamos e criávamos princípios e normas práticas e modelos de relações originariamente nossas, modelos relações humanas e de liderança  que apresentaremos a seguir.

Desde a primeira infância tinha a percepção de relações triangulares internas inerentes à nossa família e ao contexto: o triângulo filho-irmãos-pais; o triângulo Knua-Suku-Liurai; o triângulo Umalisan (ritual)-Umakain(genealógico)-Sangue/ADN; análogas relações internas com os outro Reinos – pactos de sangue e pactos de afinidade com os outros reinos coabitantes da Ilha, também estes com congéneres visões de triangularidade relacional; Relações Externas dos com os portugueses e malaes, que consideramos os nossos irmãos mais novos, pertencentes, portanto, estruturalmente às nossas famílias. (Cf. Elizabeth Traube, passim)

Na década da de 50, passei a estudar, primeiro na casa dos Salesianos em Dili, depois no Colégio de Maliana e a seguir no Seminário de Nossa Senhora de Fátima de Dare, Dili, gerido posteriormente pelos Jesuítas; e, na década de 60, passámos a estudar no Seminário de São José de Macau. Foram  instituições nas quais se formavam sacerdotes, mas também, por benefício colateral, também se formou a maior parte daqueles que que vieram a constituir NOVA LIDERANÇA TIMORENSE. (Cf. Jill Jolliffe, p. 29)

Em 1967-73, com o meu colega Áureo Gusmão, cujo pai foi nosso professor na Escola Primária, servindo a Igreja, por um lado, e aos nossos reinos, por outro, trabalhámos simultaneamente com a dupla força política atrás referida, tentando uma cooperação construtiva entre os complexos triângulos de liderança. Concentrando-nos na formação de recursos humanos, económicos e financeiros, começamos a formar Professores e Catequistas, crianças e jovens, e, através de “retiros”, a população em geral. Lançámos as bases para uma visão de REGIONALIZAÇAO, onde cada uma maximizaria os seus recursos humanos e materiais para o serviço interno e para partilhar o excedente com as regiões geograficamente menos privilegiadas – SONHO/UTOPIA de juventude! Neste sentido, melhoramos a plantação de café, obtivemos da Diocese um empréstimo de 10.000$00 (dez mil escudos) para criação de gado, lançámos cooperativas de produção local para proceder à sua comercialização, através de acordos com os comerciantes chineses, aproveitando o vaivém dos seus transportes de mercadorias.

“Em 1969, D. José Joaquim Ribeiro e a Diocese de Díli promoveram a Fundação Bispo Medeiros com vista a fomentarem a formação dos jovens timorenses, porque ele acreditava “proféticamente” que: “[d]entro de 10 anos irá haver uma grande reviravolta em Timor. Portanto, é urgente a formação de quadros timorenses da Igreja e da sociedade civil”. (Cf. Google: file:///L:/Extras/bin/-%20backup%20-%2015nov2016/SÍTIO%20-%2031ago2017/SÍTIO25fev2015/PAI/D.%20Joé%20Joaquim%20Ribeiro/José%20Joaquim%20Ribeiro%20–%20Wikipédia,%20a%20enciclopédia%20livre.html )

Assim, a partir de 1970, no âmbito do referido projecto Fundação Bispo Medeiros, a seguir aos meus colegas anteriores, colegas de Dare e de Macau, D. José Ribeiro mandou-me, em 1973, para fazer o Doutoramento em Filosofia na Universidade Gregoriana de Roma, Itália. Ao mesmo tempo e a partir desse ano, o Governo Português concedeu, finalmente, bolsas de estudos a estudantes timorenses.

Em 1974, escreve Barbedo Magalhães, Vol I, p. 161:

“O último governador de Timor Português, Coronel Mário Lemos Pires, considerava que descolonizar era transferir para o timorense a gestão dos assuntos que lhes diziam respeito”

Mas, “timorenses”, para o governo português não era a nossa tradicional liderança. Eram, pelo contrário: os reis vassalos de Portugal, escolhidos e elevados aos mais altos postos militares (D. Ximenes Belo, (Antigos Reinos, p,11); os “assimilados”/civilizados (Luna de Oliveira, Vol. IV, p.321); aqueles com sangue ou mentalidade de topázios/topasses (d. Ximenes, Vol. I,pp165-170; Luna, Vol. I, p. 99; e Frédéric Durrand, Hist. T-L, que descreve assim na p. 59):

“ A partir de meados do século VII, os topasses, uma comunidade de mestiços portugueses e timorenses que viviam em Lifau (Oecussi), conquistaram poder relativamente aos reinos tradicionais. (parágrafo …) Os topasses persistiam muito ligados a Portugal, mas não permitiam que lhes impusessem um governador do exterior. (parágrafo) A instauração pelos portugueses de um tributo pagar pelos reinos, a finta,  por volta de 1703, provocou numerosas rebeliões. (parágrafo) Nos anos 1760, os topasses mataram os representantes portugueses e holandeses. E 1769, o governador português foi forçado a abandonar Lifau, indo fundar uma nova capital em Dili.”

Com efeito, a partir de maio de 1974, (Barbedo, ibidem, p. 162) foram sucessivamente criados partidos políticos (Udt, Asdt/Fretilin, Apodeti, Kota, ADITLA); nos finais de dezembro de 1974, uma autodenominada Comissão Promotora da Reorganização do Conselho de Lautém, apresentou-se para preparar as eleições , que, afinal, foram só realizadas em Lautém, entre fevereiro e maro de 1975, certificadas como legitimamente democráticas por jornalistas e diplomata ocidentais.161; que nos princípios de agosto de 1975, quase todas as eleições tinham já tido lugar  na generalidade do território; que “Esta primeira experiência democrática tornou-se num importantíssimo e bem sucedido passo no processo de descolonização que, deste modo, começou a te uma efectiva concretização bem sucedido no processo de descolonização”.

Porém, foi tão “democrática” e tão “bem sucedida descolonização”, que, quase de seguida, tais partidos políticos começaram a desentender-se entre si e a entrar na trágia guerra civil, todo sedentos e determinados a apoderarem-se do poder colonizador, obrigando o governo português  a refugiar-se em Ataúro e a Permitindo/“justificando” a invasão indonésia, com toda as tragédias até ao  massacre do cemitério de Santa Cruz, em 12nov1991, e até à chacina das milícias indonésias em 1999. (Barbedo 159-169).

Sendo verdade a hipótese, o maior mal que os governantes portugueses de então fizeram aos timorenses não foi o abandonarem o território. Foi, sim, terem orquestrado as condições/estratégias para que nós nos matássemos uns aos outros, até reconhecermos que “os nossos irmãos mais novos” nos abandonaram e nos deixaram entregues à nossa sorte de procurar outras sortes. Genial estratégia: não serão então eles a abandonarem-nos, mas, pelo contrário, nós a abandoná-los. Maquiavélico?

Espantosa ironia da História: anticolonialistas que se tornam colonialistas/neocolonialistas! Pretendem fazer, em poucos anos de independência nacional, o que os portugueses não conseguiram em quase quinhentos anos: substituir as essenciais estruturantes de uma história milenar por paradigmas estrangeiras, tudo em nome da modernidade/modernização, do progresso, de novos saberes e ciência, de bem-estar! Substituir Knuas, Sukus e Reinos por Freguesias, Municípios e Governadores. Para tal catalogam o Poder Tradicional de analfabetos, incultos, retrógrados, tiranos, exploradores do povo e de seus bens, tradicionalistas voltados para o passado e sem capacidade de ver o presente, e muito menos de olhar para o futuro, a qualquer dimensão que seja.

1974-75 representou a réplica de 1700.

 

Modelo de Liderança da Nação

O nosso Modelo Mamba’e da Liderança Profissional da Nação não é uninominal/unipessoal. É colegial e triangular e integrado numa rede/núcleos de multitriangularidades relacionais, geridas por acordos inter e intra partes, assumidos como condição de paz e de cooperação, condição de “viabilidade, estabilidade, capacidade e qualidade” de ambos os parceiros: condição medida pela objectivação dos termos da própria relação através de objectos materiais e imateriais e suas recíprocas dádivas/trocas – obrigações de dar-receber, receber-dar, etc.

Tal modelo é constituído é caracterizado pelos seguintes triângulos: Liurai (Executivo); Lianain/Katuas (conhecimento e ciência); Kukunain (Espiritualidade). Usando os termos do modelo teológico judaico-cristão: são três lideranças iguais e distintas, mas não são três lideranças: são uma e mesma liderança. Como todos os processos de resiliência, a crise ou a captura de qualquer dos ângulos não arrasta a captura dos outros dois e a reposição do todo obedece estratégias secularmente experimentados e aplicados. As autoridades consagradas de qualquer dos ângulos não se expõem ao contacto directo com os alheios, na medida em que são representadas por emissários, rigorosamente instruídos para transmitir apenas o cognoscível e permitir, assim,  que os estranhos possam saber apenas o que podem saber e, em particular, o que e como pretendem saber. Como efeito, ao saber o que e como pretendem saber ficará satisfeita a sua curiosidade sobre realidades e questões multiseculares. Todavia, tudo o que lhes lhes transmitido representava uma frincha a através da qual podem entrever e reconstruir as partes e/o/no todo. Afinal, uma condição tão simples e elementar: dominar as parte não significa natural e necessariamente dominar o todo! Qualquer questão que envolva a Nação, em qualquer das suas dimensões, passa pela análise, decisão e compromisso dos três ângulos.

Entre 2000 e 2002, estando a dar aulas no Seminário Maior Interdiocesano São Pedo e São Paul, na sua reconstrução em Dili, fui apresentar-me à nossa Casa-Mãe, à qual estão incondicionalmente ligadas todas Casas, tanto locais como de toda a Nação Mamba’e, com o propósito de saber o meu lugar e o lugar da nossa família.  Foi-me indicado o preciso e simbólico lugar e nome. Tal como em nossa casa assim beijei as mãos dos Pais de todos, com um profundo sentimento de mim próprio dentro da Casa, isto é do espaço e do tempo fundador e vivo no presente.

Interdita durante o tempo de colonização, dado a sua poderosa importância religiosa e também política, a reconstrução e a consagração da Casa Sagrada, com o ritual de Umalisan, constituiu a primeira manifestação em cada uma das comunidades. A nossa Umalisan só foi possível em 2014. Deixando para outro momento o tão complexo e histórico EVENTO, refiro aqui apenas umas notas para enquadrar a presente questão sobre a Liderança Profissional da Nação. Por suas funções próprias e consagradas, o Ritual foi orientado pelo Kukunain, com a participação dos Lianain e Katuas, dos Liurais e, obrigatoriamente, de todos os pais, filhos, netos, bisnetos, incluindo bebés. No final de sete dias ininterruptos, o Ritual terminou com beija-mão dos Liurais, um grupo por volta de dez pessoas, alguns jovens, outros de meia idade e outros mais velhos. O Novo Poder não foi nem podia ser convidado. A sua presença na cerimónia de encerramento teve o mesmo significado e importância que o antigo Poder Colonizador.

 

 

Liderança profissional

Profissional é aquele que desenvolve uma actividade para qual está vocacionado/nascido-para e com formação própria. Amador é aquele que desenvolve uma actividade para a qual não está vocacionado/nascido-para e não tem formação própria no campo, mesmo que tenha um conjunto de diplomas curriculares (Licenciaturas, Mestrados, Doutoramentos, Especializações, Pós-graduações) noutros campos.

A preparação da triangular Liderança da Nação engloba o arco de longevidade geracional, incluindo experimentados critérios de selecção e adequada formação multidimensional. Inicia com a primeira infância e termina com a morte ou com o termo de pessoais condições físicas e eticomorais para o cumprimento das suas funções. Lembro-me que tinha eu por volta de nove anos, quando um grupo de emissários se apresentou em nossa casa, para convidar para a chefia (creio que se tratava de Knua) o meu irmão mais velho a seguir a mim (éramos quatro irmãos e cinco irmãs), por volta de 10/11 anos de idade, nos inícios da década de 50. Por um lado, fiquei satisfeito por os meus pais irmãos não terem aceitado. Com efeito, sentia eu, que era uma exposição complexa ou violenta servir duas lideranças contrárias, utilizando a estratégia de dizer sim quando é sim, e, ao mesmo tempo, dizer sim quando é não – mentiras estratégicas ou diplomáticas.

O sucesso político contemporâneo da secular liderança da Nação, ameaçada por novos poderes e desafiada pela onda de múltipla globalização, exige o adequado conhecimento do passado para a sustentabilidade do futuro: representa uma estratégia perante a qual não é nova para a nossa Liderança da Nação a convicção de John Churchill: “ Quanto mais longe conseguirmos olhar para trás, maior é a possibilidade de olhar mais longe no futuro” (Pensar como Churchill, Daniel Smith, Ed. 2020, 2015, p. 31).

 

  1. Lideranças Nacionais

Sabemos que a Nação/Reino não pode ser concebida sem os seus Sukus, Knuas, famílias, e cada indivíduo. Sabemos, em contrapartida, que, vivendo e trabalhando cada uma das infraestruturas independentemente das outras e pretendendo exclusivamente os seus interesses próprios ameaçam a debilitação e a destruição de uns e de outros.

O sentimento recíproco de pertença à Casa e a Família marca a natureza e o caracter da relação ou do relacionamento entre a liderança da Nação e as lideranças nacionais. Faz toda a diferença o sentimento de que “ele” (interlocutor) é nosso, é um dos nossos. A intuição de que “ele” não é nosso ou não é dos nossos, na medida em que existe fosso/vazio de identificação faz com que nós o tratemos com a maior e a melhor das falsidades, fazendo passar por verdade e por real o que não o é, tanto nas expressões verbais como nas interacções concretas. Pelo contrário, a descoberta da mútua reciprocidade faz com que sejamos tudo ou que demos tudo para ele. A relação entre o triângulo de Liderança da Nação e as Lideranças Nacionais e o indivíduo é de caracter de paternidade, enquanto a sentido contrário de filiação. Daqui o código comportamental de “fraternidade”, irmão. Quem não se encontras nesta dimensão tem dificuldades em utilizar estas expressões. É indicador de diferenciação entre o autóctone e o topaz/sse.

A consciência e o real sentimento de representação explica a recíproca atitude entre a liderança da Nação e as lideranças nacionais e os indivíduos. Está na base do muito oriental beija-mão, inclinação profunda, ajoelhar-se, fazer escolta à pé (hoje diferente) perante a Liderança da Nação. Explica o respeito, a submissão, a defesa a ponto dar a própria vida. Afinal, o triângulo da Liderança da Nação é a minha própria representação, legitimada pela minha opção no momento de eleições nacionais. Sendo um atributo de natureza oficial, é vedado ao empossado renunciar a qualquer das prerrogativas que são próprias das suas funções, prerrogativas que para o estranho são folclore para o turista ver. Na realidade, é o que distingue a liderança profissional da liderança amadora.

Em contraposição a tais sentimentos de representação/representatividade da Nação, as lideranças nacionais são orientadas pela consciência de que faz parte de um todo, assim como os membros e os órgãos fazem parte de um e mesmo corpo. Alguém estima mais uma parte do seu corpo que outra, por exemplo, em termos de saúde e de estética? São relativamente autónomas entre si, mas orientam-se segundo o mesmo paradigma comportamental e social, empresarial e comercial, etc. (Cf. Elizabeth Traube, passim):

“Buti (B) ba rat: nor Meta (M) fe tlut.

Meta (M) ba natou: nor Buti (B) fe naur”:

“B não chega: completa-se com M. M não é suficiente: melhora-se com B. A reciprocidade, a complementaridade e a reversibilidade entre ambos significa e mede a nova realidade que que é criada/produzida com a relação. A ausência da objetividade desta relação é indicadora da relação real, construtiva, transformadora, inovadora, etc., num mundo onde tudo caminha e cada coisa tem o seu próprio caminhar (Sauna mret mret: seu caminhar).

O espaço das lideranças nacionais representa o lugar de todas e quaisquer ONGs, desde partidos políticos a todos os níveis de empreendedorismo, organizações de religiosidade, que representam formas de espiritualidade, organizações sociais, culturais, artísticas, científicas e tecnológicas, etc.

Quando estas lideranças nacionais não se orientam e não conseguem estabelecer entre si o compromisso da elementar relação objectiva e construtiva entre B e M, entram numa competitividade negativa, com consequências igualmente negativas para si próprias e para a Nação.

Knuas, Sukus e Reinos – Regiões e Regionalização – representam pessoas reais e concretas a viver e desenvolver as suas actividades diárias em espaços concretos e em tempos formal ou informal/consensualmente definidos, ou seja, condições espaciotemporais onde têm a sua Casa Sagrada, inspiradora e modeladora da sua casa familiar. Caminham com o caminhar de todas as coisas, onde cada passo mantém a referência ao a-quo (ponto de partida) e ao ad-quem (ponto seguinte e de chegada). Alterar ou destruir esta estrutura triangular é gerar efeitos genocídios identitários e históricos, sociais e culturais; é transferi-las para novas geometrias e novas matemáticas de espaços, traçadas à imagem e pelos intentos e pelas regras e leis daqueles que a transferem e arquitectados para o serviço destes. Esta transferência/transformação tanto pode ser física como mental. Toda a diferença reside no ser ou não-ser da Nação ou ser nacional a estratégia real, dentro dos conceitos definidos.

Enquanto detentores de espaço físicos e temporais de desenvolvimento diário e programado de actividades, Knuas, Sukus e Reinos constituem fontes de desenvolvimento económico e financeiro. Na sua actividade, experimentada durante anos, conhecem as condições de potencialidades e limitações de exploração e seleccionam os meios mais adequados que as novas tecnologias lhes podem trazer, ao mesmo tempo que formam os seus recursos humanos. São autores/actores da competitividade nacional, cujas potencialidade e limitação os próprios conhecem melhor que ninguém. E tudo isto só é possível se for orientado por um PERD (Plano Estratégico Regional de Desenvolvimento) orientado por um PEND (Plano Estratégico Nacional de Desenvolvimento), ambos de Longo, Médio, Curto e Curtíssimo Prazo. Trata-se de evidentemente de uma perspectiva política de REGIONALIZAÇÃO.

Esta estrutura triangular de células da Nação representa e possibilita a competitividade lideranças nacionais. E esta competitividade é dinamizada pelos programas de acividade, tradicionais e novos, conjugados com os referidos PEDs (Plano Estratégico de Desenvolvimento). Acredito eu que o Orçamento Nacional adequadamente atribuído a esta estrutura celular, com grandes, médios, pequenos e micro empreendimentos possibilitará maior, melhor e mais acelerado desenvolvimento que fora dela.

A partidocracia representa tal espaço “fora dela (estrutura triangular celular)”.

A partidocracia nunca teve qualquer espaço na nossa multisecular História. Com o seu sistema quadrienal ou quinquenal de eleições legislativas presidenciais, com alternâncias e alternativa de planos em avulso e sem continuidade, conduzirão a Nação ao máximo nível competitividade com as sua congéneres mais bem sucedidas?  Mesmo com um PED geracional (Plano Estratégico de Desenvolvimento), ou seja, de Longo Prazo, a partidocracia conseguiria melhores processos e resultados? Não teria melhores hipóteses um sistema político baseado nas regiões, suas cidade/sukus e aldeias/knuas, onde cada cidadão tem a sua casa e suas capacidades económicas e financeiras? Onde conduzirão a Nação com as coordenadas ideológicas de uma DEMOCRACIA CAMELEÓNICA de Direita, Esquerda, Centro-Direita, Centro-Esquerda, Extrema-Direita, Extrema-Esquerda, Social, Social-Democrata, enfim, democracias ou suas formas que se excluem umas as outras, na medida em que a disciplina partidária dita que o próprio Partido e os militantes, enquanto  são de um partido não podem ser simultaneamente de outro partido e que deve negar, alguns radicalmente e sistematicamente, o programa político do adversário. Qualquer cidadão pode liderar a Nação. Basta que tenha um ou muito mais diplomas curriculares em qualquer ciência ou tecnologia, que seja um empresário de sucesso, um professor do ensino superior ou catedrático, com experiência governativa (partidária), que seja figura mediática, que prometa mesmo que saiba que não vai cumprir, que seja excelente retórico, etc.

Tal com afirma Churchill:

“Os governos democráticos avançam sem rumo pela linha de menor resistência, têm vistas curtas, satisfazem-se com sopas e esmolas, e suavizam o trajeto com agradáveis lugares comuns” (Idem, ibidem, p. 99).

 

As primitivas lideranças triangulares nacionais marcam a diferença entre uma Política real vs uma Política Ideológica.

O desestruturação deste ancestral modelo de triangular de liderança da Nação gera a situação descrita por Manuel Castells, p. 434:

“Neste fim do milénio, o rei e a rainha, o Estado e a sociedade civil estão todos nus, e os seus filhos-cidadãos vagueiam, em torno de uma série de lares adoptivos, à procura de protecção. (Parágrafo). O dissolver da identidade compartilhada, que é equivalente à dissolução da sociedade como sistema social relevante, parece traduzir bem o que se passa no nosso tempo.”

 

 

 

  1. Formar o cidadão e a consciência de cidadania.

Com tudo o que foi anteriormente dito, creio que qualquer irmão lusófono, ou não, tem indicadores para saber que tanto a Liderança Profissional da Nação como de cada indivíduo na consciência da Nação e dos seus direitos e deveres nacionais começam com a infância e terminam com a morte

Fiel à sua milenar estrutura de liderança triangular e democrática: Timor Lorosa’e será um REINOS UNIDOS ou REGIÕES UNIDAS DE TIMOR LOROSA’E (RUTL). Não sou o único a acreditar assim! SONHO/UTOPIA?

Afinal, não sou o único a acreditar no nosso modelo triangular de liderança da Nação!

Referências da actual Constituição:

  1. Artigo 5º – Descentralização. (Revisão constitucional: de “Descentralização” para REGIONALIZAÇÃO.
  2. Artigo 22º – Timorenses no exterior.
  3. Artigo 64º – Princípios de renovação.
  4. Artigo 72º – Poder local.
  5. Artigo 156º – Limites materiais da revisão constitucional: Alínea 2. “As matérias constantes das alíneas c) e i) podem ser revistas através de referendo nacional, nos termos da lei.”: c) – A forma republicana de governo; i) Bandeira Nacional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(Continuaremos no corpo do Artigo)

 

O presente texto é a síntese de um Artigo que estou a escrever e que será publicado, logo que uma parte esteja concluída, através de: http://plataformadadiasporalusofona.orghttps://timor-diaspora.org/

 

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Bibliografia

  1. Elizabeth G. Traube, Cosmology and Social Life, Ritual Exchange among the Mambai of East Timor, The University of Chicago Press, 1986.
  2. D. Carlos Filipe Ximenes Belo, Os Antigos Reinos de Timor-Leste, Porto Ed.; A História da Igreja em Timor-Leste, 450 anos de Evangelização, Ed. Fundação Eng. António de Almeida, 2013.
  3. Manuel Castells, O Poder da Identidade, Era da Informação: Economia, Sociedade e Cultura, Ed. Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 2003.
  4. Jill Jolliffe, Timor Terra Sangrenta, Ed. O Jornal, 1989
  5. Barbedo Magalhães, “Timor-Leste, Interesses internacionais e actores locais”, Ed. IPAD, 2007.
  6. Luna de Oliveira, Timor na História de Portugal, Ed. Fundação Oriente, IPAD, Lisboa 2004.
  7. Pensar como Churchill, Daniel Smith, Ed. 2020, Publito, Braga, 2015.
  8. Frédéric Durand, História de Timor-Leste, da Pré-História à Actualidade, Ed. Lidel, 2009.
  9. António Duarte de Almeida e Carmo, O Povo Mambai, contribuição para o estudo do povo do grupo linguístico Mambai – Timor, Instituto Superior e Ciências Sociais e Política Ultramarina, Lisboa, 1965.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

UPF – WORLD SUMMIT 2020, Seoul, Coreia

Universal Peace Federation – WORLD  SUMMIT 2020

 

No seguimento do Protocolo de Cooperação entre PISCDIL  e FPU/UPF, presentes virtualmente no WORL SUMMIT 2020, publicamos o seguinte documento de apresentação, transcrito de Google: http://www.upf.org/events/icalrepeat.detail/2020/02/03/221/-/world-summit-2020?filter_reset=1

 

“Contact Mrs. Genie Kagawa @ gkagawa@upf.org

World Summit 2020 will be held in Seoul, Korea, Feb. 3-7, 2020.

World Summit 2020 will take place in honor of the centenary of the co-founder, Rev. Dr. Sun Myung Moon (1920-2012), and will be UPF’s most ambitious undertaking to date. It is expected to attract several thousand leaders from diverse fields and from throughout the world, including current and former heads of state, first ladies, parliamentarians, religious leaders, academicians, media and business leaders, youth, and representatives of civil society. The whole world will be represented. Highlights will include:

  • World Assembly of the International Summit Council for Peace• World Assembly of the International Association of Parliamentarians for Peace• World Assembly of the Interreligious Association for Peace and Development• Inauguration of the International Media Association for Peace• Inauguration of the International Association for Peace and Economic Development

  • Inauguration of the International Association of Academicians for Peace • The 4th Sunhak Peace Prize Award Ceremony• The Assembly of the Youth and Students for Peace• The Sunhak Peace Concert• The Family Blessing Festival• Centenary Lectures and Exhibition.  “

Se uma imagem vele mil palavras, partilhamos a reportagem fotográfica do Presidente da FUP (Federação Universal da Paz, Com Sede em Barcarena, Sintra, Portugal), Dr. Sérgio Vieira.

No âmbito da dupla função de Presidente da FUP e Vice-Presidente POR Cabo-Verde da PISCDIL, confiamos ao Dr. Sérgio Vieira a missão de, nos corredores do UPF WEBSUMMIT 2020:

  1. tentar colher informações sobre a existência de ESCOLAS DE FORMAÇÃO EM LIDERANÇA DA NAÇÃO E CIDADANIA nos 194 países ou mais parceiros da UPF;

  2. avançar para Protocolos de Cooperação entre Academia das Ciências de Lisboa e Universal Peace Federation, no âmbito de Formação Curricular em Liderança da Nação e Cidadania.

  3. tentar avançar para a cooperação específica no campo da Formação Curicular e Não-Curricular em Liderança da Nação e Cidadania.

Esperamos que as fotos e os vídeos do EVENTO possam despertar na sensibilidade de todos a deteminação em colaborar com todas as organizações que, apesar de todas as dificuldades, têm investido na CONSTRUÇÃO DA PAZ UNIVERSAL, PAZ REGIONAL, PAZ NACIONAL E LOCAL

  Fonte: Google, Wikipedia

As seguintes fotos foram enviados via WhatsApp  por Dr. Sérgio Vieira, Presidente da Fundação Universal da Paz, UPF em Portugal, e Vice-Presidente por Cabo Verde da PISCDIL (Plataforma ISC da Diáspora Lusófona)

 

 

 

    

    

Procolo de Cooperação: PISCDIL-FPU/FMPM

 

PISCDIL-FPU/FMPM: Protocolo de Cooperação

Plataforma ISC da Diáspora Lusófona e Fundação para a Paz Universal / Federação das Mulheres para a Paz Mundial

 

Por ocasião da Celebração do Dia Internacional da Família, subordinada à temática “”Família e Valores Educativos: os novos desafios da sociedade Moderna”, em junho de 2019, no Centro de Exposições de Odivelas, Portugal:

Foi assinado o Protocolo de CooperAção entre a PISCDIL e FPU/FMPM, dando continuidade a actividades que uniram até então as três organizações.

Em representação, assinaram: Alberto Araújo e Pe. António Colimão, PSCDIL; Sérgio Vieira, FPU; Marta Carvalho, FMPM. Em representação da UPF esteve presente a Secretária da UPF, Ana Paula F.S. Berto.

A cooperação tem como campo comum a construção da PAZ, baseada nos VALORES universais, regionais e locais e no compromisso assumido pela CIDADANIA e pela LIDERANÇA, que, para PISCDIL, envolve prioritariamente a LIDERANÇA DA NAÇÃO.

 

Se a imagem vale mil palavras, as fotos do acontecimento registam o ponto de chegada e o ponto de partida: 

 

    

            

       

 

Formação Não-Curricular em Liderança da Nação e Cidadania – AGENDA 2019-2020

 

 

 

 

– Programa de Formação Não-Curricular em Liderança da Nação e Cidadania

 

DEBATES À DISTÂNCIA

Um cidadão pode possuir um conjunto de diplomas curriculares (Licenciaturas, Mestrados, Doutoramentos, Especializações, Pós-graduações, etc.) mas, se perante uma questão de interesse da Nação não for capaz de dar um contributo concreto e viável, para nada servem tais certificados acadêmicos.

Ideais/SONHOS fundadores:

  1. “A Nação (lusófona ou de todo o mundo) é melhor liderada por profissionais, vocacionados (nascidos para) e com formação própria, que por amadores, movidos pela vontade do poder ou pelo instinto do poder”.
  2. É nos DEBATES nacionais e internacionais que a Liderança da Nação se irá afirmando e se irá formando.
  3. “Um cidadão pode possuir mais de um diploma curricular (desde Licenciaturas às mais altas Especializações e Pós-Graduações) mas se, perante uma problemática de interesse da Nação, não for capaz de dar um contributo construtivo e objetivo, para nada servem tais certificados. ! ?”.

 

  1. Parcerias:

– Academia das Ciências e Humanidades de Cabo Verde,

 

– Universidade Piaget de Guiné Bissau,

 

– Universidade Lusíada de São Tomé e Príncipe,

– Instituto de Ciência e Tecnologia de Aileu e Instituto Superior de Filosofia e Teologia D, Jaime Garcia Goulart de Dili, Timor L/L,

– Instituto de Educadores Globais de Brasília, Brasil,

– Associação Portuguesa para a Qualidade (APQ),

– Movimento Internacional Lusófono (MIL),

– Plataforma Ativa de Sociedade Civil (PASC),

– Fundação Universal para a Paz / Universal Peace Fundation (FUP/UPF),

– Escola Profissional Gustave Eiffel Amadora Sede (EPGE).

– Outras, proximamente.

 

  1. Objetivo específico e final dos Debates à Distância: Formação Não-Curricular em Liderança da Nação (e Cidadania).

(Os Orientadores do Debates, através das questões propostas pela PISCDIL ou de livre iniciativa, são solicitados a fazer referências explícitas/diretas ou implícitas/indiretas a este objetivo diferenciador. No âmbito de Liderança Nacional e Cidadania tem havido e continuam inúmeras iniciativas, publicadas através dos mais diferentes meios).

 

2.1 – Foi criado um primeiro grupo de temáticas, publicado através da IGAC (Inspeção Geral de Atividades Culturais), em 19mai2017, e do Sítio da PISCDIL:  https://liderancanacionalprofissional.timor-diaspora.org/ ; https://liderancanacionalprofissional.timor-diaspora.org/programa/

 

2.1.1 – Um segundo e os grupos sucessivos serão constituídos por questões que não estejam direta ou indiretamente relacionadas com este primeiro grupo.

 

2.2 – São Debates entre a comunidade lusófona anfitriã (organizadora) e as outras comunidades lusófonas e não lusófonas:  a iniciativa de anfitriã tanto pode partir de uma comunidade (presentemente Portugal) como de qualquer das outras comunidades lusófonas ou de outras comunidades internacionais sob protocolos de cooperação.

 

2.3 – São Debates concebidos para serem organizados e dinamizados pelos candidatos à Liderança da Nação.

 

 

  1. Procedimentos (proposta sujeita a alterações):

 

3.1 – Os Debates são, entretantos, mensais, tendo como objetivo permitir o aprofundamento da temática e a produção de trabalhos escritos, destinados à publicação através do Sitio/site da PISCDIL e dos respetivos autores: http://plataformadadiasporalusofona.org

 

3.2 – Tempo de intervenções:

  1. a) Colocação de questão: três minutos.
  2. b) Adenda de um ponto de vista individual: cinco minutos
  3. c) Adenda de pontos de vista de Instituições Formadoras assinantes de Protocolos de Cooperação: dez minutos.

 

3.3 – Formas de intervenção para os participantes à distância: enviar o endereço eletrónico pessoal (e-mail) até uma semana antes da sessão.

 

 

  1. Forma de divulgação: Todos os Debates são gravados na íntegra e colocados num local de Youtube ou outros, permitindo abaixamentos/download pagos para uma conta a ser definida de comum acordo entre a PISCDIL e o Orientador.

 

  1. Pivôs/Oradores dos Debates:

 

5.1 – A cada Orientador/Orador de Debate é solicitado, com a antecedência do mínimo de um mês, o seguinte:

 

  1. a) Curriculum Vitae.

 

  1. b) Uma foto para o Sítio/site
  2. c) Enviar um texto SÍNTESE da temática do Debate.
  3. d) Enviar o texto completo, sem delimitação de número de páginas ou de palavras, para a sua publicação através do Sítio/site da PISCDIL e/ou através meios digitais pessoais.

 

) Indicação de publicações pessoais (livros, artigos, etc.), nomeadamente as digitais, com acesso/download livre ou pago

 

  1. f) Indicação de Bibliografia digital e em papel.

 

  1. g) As sessões são de carater pro bono, compensadas, porém, através da divulgação do autor e das suas obras.

 

  1. DEBATES À DISTÂNCIA, em torno do Programa de Formação em Liderança da Nação e Cidadania.

Mapa de Dinamizadores, temáticas e locais:

 

  1. 22jan2o19 – EPGE: Liderança da Nação e “O meu lugar no mundo – Liderança individual vs liderança cooperativa”. Auditório Brazão Farinha, Escola Profissional Gustave Eiffel Amadora Sede (EPGE).
  2. 24mai2019 – Fernando Nobre, AMI: Liderança da Nação e “A lusofonia e a saúde num mundo desigual”. Auditório Brazão Farinha, Escola Profissional Gustave Eiffel Amadora Sede (EPGE)
  3. 07jun2019 – Arq. José Manuel Fernandes: Liderança da Nação e “A Cidade de Expressão Portuguesa – uma realidade histórica e um legado multi-cultural”.  Auditório Brazão Farinha, Escola Profissional Gustave Eiffel Amadora Sede (EPGE).
  4. 28 jun2019 – António Pires: Liderança da Nação e “Qualidade, Cidadania e Boa Governação” ; Local: Biblioteca Orlando Ribeiro, Freguesia de Lumiar, Lisboa.

 

  1. 26out2019 – António Mendo de Castro Henriques: Liderança da Nação e “Liderança (da Nação) em tempos de democracia global”. Hora: 11h00. Local: Auditório
  2. 23nov2019 – António Carlos, Coordenador: Liderança da Nação e “SNS (Sistema Nacional de Saúde) e Comunidades lusófonas”. Hora: 11h00, Portugal. Local: Auditório Fernando Piteira Santos, Biblioteca Municipal da Amadora.
  3. 14dez2019 – Américo Ferreira: Liderança da Nação e “Cooperação lusófona nas Infraestruturas”. Hora: 11h00, Portugal. Local: Auditório Fernando Piteira Santos, Biblioteca Municipal da Amadora.
  4. 25jan2020 – Pedro Velez: Liderança da Nação e “Cooperação Lusófona no Direito”. Local:  Auditório Brazão Farinha, Escola Profissional Gustave Eiffel Amadora Sede (EPGE).
  5. 22fev2020 – Renato Epifânio: Liderança da Nação e “Cooperação Lusófona – Bloqueios e Oportunidades. Local:  Auditório Brazão Farinha, Escola Profissional Gustave Eiffel Amadora Sede (EPGE).
  6. 28mar2010 – Margarida Saraiva: Liderança da Nação e “Gestão de Recursos Humanos”. Local?
  7. 18abr2020 – Luísa Janeirinho: Liderança da Nação e “Cooperação Lusófona na Cultura”. Local?
  8. 30mai2020 – Rodrigo Lourença: Liderança da Nação e “Gestão de Instituições de Ensino Superior”. Local?
  9. 27jun2020 – Joaquim Rocha Afonso: Liderança da Nação e “Cooperação Lusófona Militar”. Local?
  10. 11jul2020 – Ana Parada: Liderança da Nação e “Papel das Mulheres”. Local?
  11. 26set2020 – Joaquim Rocha Afonso: Liderança da Nação e “Cooperação Lusófona na Economia”. Local?
  12. 31out2020 – Domingo Rosa: Liderança da Nação e “Gestão de ISS”. Local?
  13. 27-28nov2020 – II Congresso da PISCDIL: Plano Estratégico de Desenvolvimento – Longo Prazo, Médio Prazo, Curto Prazo, Curtíssimo Prazo . Local?
  14. 19dez2020 – Nuno Emanuel André – Liderança da Nação e “Um olhar sobre a Manipulação da mente”. Local?

N.B: Solicitamos autopropostas e sugestões de mais Orientadores de Debates. As sessões são mensais, tendo como objectivo o mínimo de um mês de preparação para um contributo o mais qualificado possível.

 

Gratos pela Colaboração de todos

Por uma LUSOFONIA POTÊNIA MUNDIAL

Lisboa 14 de maio de 2019

Atualizado em 15jan2020

Alberto Araújo

Presidente da Direção PISCDIL

diasporalusofona.nov2015@gmail.com;

http://plataformadadiasporalusofona.org;

timordiaspora@gmail.com

https://timor-diaspora.org/

+351  939 224 312 (WhatsApp)

+351 214 371 532

https://liderancanacionalprofissional.timor-diaspora.org/

 

 

 

18º Debate à Distância, 19dez2020 – Liderança da Nação e “Um olhar sobre a Manipulação da Mente”

Liderança da Nação e “Um Olhar sobre a Manipulação da Mente”

 

Nuno Emanuel André

 

 DEBATES À DISTÂNCIA – Notas:

  • A Sessão é programada com antecedência, tendo como objectivo solicitar aos participante e a todos os interessados  para:

  • 1. Que se preparem para um participação o mais altamente qualificada possível.

  • 2. Que Partilhem todo o material que tenham publicado, nomeadamente em formato digital.

  • 3. Que Partilhem a BIBLIOGRAFIA.

  • 4. Que Escrevam ARTIGOS, LIVROS, etc. , especialmente em formato digital.

  • 5. Que, a seguir à Sessão, continuem com os pontos 1 a 4.

  • 6. Hora da Sessão: 11h00 de Portugal e Horas correspondentes das comunidades lusófonas e dos países interessados.

  • 7. Local: A definir oportunamente.

 

Serão introduzidos todos os elementos necessários, logo que possível: dados do Orador/Pivô – Curriculum Vitae; uma fotografia;  um texto/síntese sobre os aspectos a serem abordados; e outros.

 

Pela PISCDIL

lISBOA, 30DEZ2019

Alberto Araújo

12º Debate à Distância – 30mai2020: Liderança da Nação e “Gestão de Instituições de Ensino Superior”

Liderança da Nação e Gestão de Instituições de Ensino Superior

Rodrigo Lourenço

 

  • A Sessão é programada com antecedência, tendo como objectivo solicitar aos participante e a todos os interessados  para que:

  • 1. Que se preparem para um participação o mais altamente qualificada possível.

  • 2. Partilhem todo o material que tenham publicado, nomeadamente em formato digital.

  • 3. Partilhem a BIBLIOGRAFIA.

  • 4. Escrevam ARTIGOS, LIVROS, etc. , especialmente em formato digital.

  • 5. Que, a seguir à Sessão, continuem com os pontos 1 a 4.

  • 6. Hora da Sessão: 11h00 de Portugal e Horas correspondentes das comunidades lusófonas e dos países interessados.

  • 7. Local:  A definir oportunamente.

 

Serão introduzidos todos os elementos necessários, logo que possível: dados do Orador/Pivô – Curriculum Vitae; uma fotografia;  um texto/síntese sobre os aspectos a serem abordados; e outros.

 

Pela PISCDIL

Lisboa 28dez2019

Alberto Araújo

11º Debate à Distância . 18abr2020 – Liderança da Nação e “Cooperação Lusófona na Cultura”

Liderança da Nação e “Cooperação Lusófona na Cultura”

Luísa Janeirinho

 

  • A Sessão é programada com antecedência, tendo como objectivo solicitar aos participante e a todos os interessados  para que:

  • 1. Que se preparem para um participação o mais altamente qualificada possível.

  • 2. Partilhem todo o material que tenham publicado, nomeadamente em formato digital.

  • 3. Partilhem a BIBLIOGRAFIA.

  • 4. Escrevam ARTIGOS, LIVROS, etc. , especialmente em formato digital.

  • 5. Que, a seguir à Sessão, continuem com os pontos 1 a 4.

  • 6. Hora da Sessão: 11h00 de Portugal e Horas correspondentes das comunidades lusófonas e dos países interessados.

  • 7. Local:  A definir oportunamente.

 

Serão introduzidos todos os elementos necessários, logo que possível: dados do Orador/Pivô – Curriculum Vitae; uma fotografia;  um texto/síntese sobre os aspectos a serem abordados; e outros.

 

Pela PISCDIL

lISSBOA, 28dez2019

Alberto Araújo

 

10º Debate à Distância, 28mar2020 – Liderança da Nação e “Gestão de Recursos Humanos”

Liderança da Nação e Gestão de Recursos Humanos

Margarida Saraiva

 

28dez2019

    • A Sessão é programada com antecedência, tendo como objectivo solicitar aos participante e a todos os interessados  para que:

    • 1. Que se preparem para um participação o mais altamente qualificada possível.

    • 2. Partilhem todo o material que tenham publicado, nomeadamente em formato digital.

    • 3. Partilhem a BIBLIOGRAFIA.

    • 4. Escrevam ARTIGOS, LIVROS, etc. , especialmente em formato digital.

    • 5. Que, a seguir à Sessão, continuem com os pontos 1 a 4.

    • 6. Hora da Sessão: 11h00 de Portugal e Horas correspondentes das comunidades lusófonas e dos países interessados.

    • 7. Local: A definir oportunamente.

     

     

  • Serão introduzidos todos os elementos necessários, logo que possível: dados do Orador/Pivô; uma fotografia;  um texto/síntese sobre os pontos a serem abordados; Hora e Local da Sessão; e outros.

 

Pela PISCDIL

Lisboa, 28dez2019

Alberto Araújo

17º Debate à Distância, 28nov2020 – Liderança da Nação e “Cooperação Lusófona: Bloqueios e Oportunidades”

II Congresso da PISCDIL – Plataforma Internacional da Sociedade Civil da Diáspora Lusófona.

Liderança da Nação e Plano Estratégico de Desenvolvimento (PED) – Longo, Médio, Curto e Curtíssimo Prazo.

27 2 28 de novembro de 2020.

(Dados a introduzir a seu tempo)

 

Pela PISCDIL

Lisaboa,  28dez2019

Alberto Araújo